O Estado da Arte completa 3 anos. Temos novidades.

Neste dia 21 de Setembro de 2019, o Estado da Arte completa 3 anos de existência. Ao ler este texto, você já estará desfrutando de nossa principal novidade: nossa nova casa, este site, que abriga todas as mídias com as quais trabalhamos – podcasts, entrevistas, vídeos, leituras dramáticas e, é claro, muitos artigos e ensaios. Graças a um árduo e rigoroso trabalho, sempre tendo o leitor em mente, o desenho de nosso novo site, que traz a totalidade dos conteúdos produzidos com acesso integralmente livre, privilegia a acessibilidade, garantindo a fácil identificação de todos os conteúdos: é possível fazer pesquisas amplas, ou selecionar conteúdos em nossos arquivos por mês de publicação, por categoria ou por autores. Assim organizando as buscas, tornamos o conjunto dos artigos publicados por nossos colaboradores – que são o coração pulsante deste projeto – quase páginas pessoais, conferindo-lhes não apenas mais agilidade no acesso e organização nos conteúdos, mas também mais autonomia para a visualização de um perfil próprio a cada ensaísta. Os podcasts do programa O cânone em pauta, assim como as leituras dramáticas do acervo do Grande Teatro do Mundo, estão agora todos reunidos e facilmente acessíveis aos ouvintes. Novos programas já constam na barra de menu, e o leitor já pode conferir o que vem pela frente.

Reunidos todos neste novo endereço – graças aos esforços pessoais e ao profissionalismo irretocável de Heraldo Galan e sua equipe, a quem agradecemos neste editorial –, nossos conteúdos seguem sendo produzidos com os mesmos propósitos de sempre: garantir um espaço de divulgação acadêmica, intelectual, cultural e artística de qualidade, primando sempre pelo respeito à inteligência e à capacidade de discernimento do público. Foi seguindo tal propósito que o Estado da Arte engajou-se na tarefa de abrir as portas de um espaço nobre no jornalismo brasileiro — o portal digital do jornal O Estado de S. Paulo — para acadêmicos e pesquisadores, escritores, artistas e músicos, tradutores, jornalistas e ensaístas que estivessem comprometidos com a missão de levar seu conhecimento para um público cada vez maior. Não é tarefa sem risco, importa dizer, uma vez que o abastardamento da vida intelectual e dos meios culturais é geral e desconhece preferência ideológica. Igualmente bastarda e vulgar é – salvo exceções, poucas – a prática de subordinação dos antigos e tradicionais suplementos culturais e literários dos grandes veículos de imprensa à lógica estritamente comercial de divulgação de lançamentos, ao gosto frívolo por modismos intelectuais e políticos irrelevantes e, é claro, à irracional adesão aos infantis padrões de leitura, debate e reflexão disseminados pelas chamadas redes sociais.

Recusando integralmente essa lógica, o Estado da Arte firmou-se modestamente como um espaço de abertura para a leitura de maior fôlego, voltada para a reflexão matizada e demorada de temas de grande interesse, tanto os perenes quanto os atuais, sempre abordados com a regra imperativa da clareza de expressão e do conhecimento aprofundado do tema. Nosso mote estava dado já em nossa “Apresentação”, há 3 anos:

Esperamos criar um espaço que conecte o público com nosso patrimônio cultural de modo vivo e atual para que o conhecimento do passado seja uma experiência contemporânea e relevante e para que essa ligação renovada com as grande figuras de nossa história seja instrumento presente e constante para as reflexões cada vez mais urgentes que nosso tempo nos convoca a fazer. Queremos, enfim, oferecer uma versão do debate de ideias que não negligencie a história de nossos desafios e de nossas soluções e que contemple com a devida clareza a constelação de conexões que se estabelecem entre os múltiplos problemas que temos diante de nós.

Não por acaso, escolhemos como epígrafe que nos serve de baliza até hoje a célebre formulação do filólogo, crítico literário e grande humanista, E. R. Curtius: “Especialização sem universalização é cegueira. Universalização sem especialização é futilidade”. Neste nosso terceiro aniversário, podemos dizer que comprovamos, com a companhia firme e constante do nosso fiel leitor e de um impressionante time de colaboradores, a verdade desta afirmação.

Se é ao leitor que se dirige — por óbvio — todo esse trabalho, cabe aos colaboradores do Estado da Arte, em verdade, o mérito pela mensagem elaborada e efetivamente entregue a esse leitor. Sem o compromisso com a honestidade intelectual e com a frequentemente árida tarefa do esclarecimento público manifestas por tantas dezenas de colaboradores ao longo do tempo, este espaço não existiria. Como tampouco existiria sem a parceria institucional com este jornal, O Estado de S. Paulo, em cujo passado encontram-se a vibrante defesa da República, da Abolição, da Liberdade e do Constitucionalismo, como também a pujante tradição de seu Suplemento Literário, idealizado por Antonio Candido e Décio de Almeida Prado, tradições que sua atual equipe honra dia e noite, e que inspiram nosso trabalho desde nossa estreia. Do mesmo modo, sem o apoio do Instituto CPFL, nenhuma dessas transformações teria sido possível. A aposta na difusão cultural de boa qualidade está no DNA da CPFL, como o comprova o seu Café Filosófico, e sua inteira equipe faz valer essa aposta permanentemente. Esperamos estar à altura também desta parceria.

Os Editores