Sobre santuários e matadouros

“Precisamos transcender o assembleísmo em que fomos mergulhados, retornando às nossas tradições de diálogo que sempre permitiram ao Cinema Brasileiro renascer apesar de todas obviedades e fatores limitantes. Sempre vivemos uma corrida de cachorro atrás do próprio rabo. Legislações retardatárias e anacrônicas que a evolução tecnológica torna letra morta, principalmente porque nossa tradição ibérica sempre coloca o repressivo antes do propositivo.”

Um ensaio de Lúcio Aguiar sobre nosso processo de deculturação, materializado na paralisação da Cinemateca e no engessamento de todo o sistema de produção audiovisual pela inação da ANCINE.

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O naufrágio dos fotogramas e o manto de plumas dos Mundurukus

“No Brasil, tão deficiente de sua memória, forçoso é despertar.”

Em tempos de esquecimento obrigatório imposto à Cinemateca, uma tragédia cultural tão grande exige coragem proporcional para enfrentá-lo. Com exclusividade ao Estado da Arte, com a devida grandeza, o cineasta Júlio Bressane insiste na memória, na preservação de nosso patrimônio — contra a corrente de nosso naufrágio.

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Imagens que nos revelam

Em nosso último editorial, divulgado no dia 11/07/2020, informamos que publicaríamos um artigo dedicado à situação atual da Cinemateca Brasileira. No entanto, para fazê-lo, achamos pertinente convidar alguém que se encontra na linha de frente da batalha, alguém que está lutando diretamente para que essa instituição histórica e crucial não continue sendo vítima da indiferença e do obscurantismo. Roberto Gervitz, montador, roteirista e cineasta, tem sido, já há um bom tempo, uma das vozes mais ativas e importantes sobre o tema. No texto que publicamos hoje, ele transforma em palavras toda a indignação e legimitidade da sua justa luta, que também é a luta de todos nós.

Imagens como a da Cinemateca são imagens que nos revelam, em tudo aquilo que somos. Hora de olharmos para o espelho.

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