O Eichmann de Hannah Arendt

“O que é distintivo em Eichmann, acima de tudo, é a sua incapacidade de avaliar as consequências devastadoras de seus atos, mesmo quando consideradas instrumentalmente como meios de autopromoção. O seu déficit moral, por assim dizer, se assenta na sua incapacidade de avaliar a desproporção entre estes dois termos: eficiência na sua função (aliada ao reconhecimento público) e a consequente destruição gratuita (que vai contra tudo o que já pôde conceber mesmo o utilitarismo mais rasteiro).” Na estreia da ANPOF com o Estado da Arte, um ensaio do Prof. Adriano Correia sobre o Eichmann de Hannah Arendt.

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Especial Polônia: Miłosz entre as ruínas

Dando continuidade ao especial Estado da Artededicado à cultura, à história e à política na Polônia, publicamos esta resenha de David

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O novo liberalismo brasileiro: imposturas e impasses

É, de fato, um prodígio que, em dois milênios, tenhamos estendido o ideal da liberdade de um luxo reservado a uma minoria de cidadãos em alguns potentados antigos escravagistas a direito e condição inalienáveis das massas pós-industriais.

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Não faça de seu tweet uma arma

De posse de informações públicas, compartilhadas, aí sim podemos nos dirigir aos representantes de modo altivo, de igual para igual; enquanto isso, somos tutelados. Um governante que não publica seus atos é antes de tudo um fraco, pois só aceita entrar no debate público escudado pela desinformação dos interlocutores.

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O discurso tartamudo da ideologia

Se é certo que Boécio, em meio a torturas e esperando sua execução, expulsou logo de início as Musas e tomou para seu consolo a filosofia, visto que considerava a poesia inepta para assuntos de grande monta como a morte, também é igualmente seguro dizer, como Gustavo Corção, que somente a poesia, como em Dante, é capaz de nos guiar em meio aos infernos.

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Uma Nota de Rodapé – O papel dos professores na espetacular crise do ensino público brasileiro

No filme Footnote de Joseph Cedar aprendemos que um sábio só não pode invejar duas pessoas: seu filho e seu aluno. Essa proibição tortura um frustrado estudioso que vê seu filho despontar como intelectual popular.

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A eleição de Donald Trump e a oposição ao desespero

No dia nove de novembro de 2016, despertamos com Donald Trump eleito presidente dos Estados Unidos. Não bastasse a gravidade dessa notícia, as reações individuais ao resultado das eleições norte-americanas deixaram muito a desejar.

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Enem, invasões e romantismo: a canção da violência política

William Golding, no clássico O Senhor das Moscas, nos ensinou uma lição importante e inesquecível sobre a natureza das crianças e, consequentemente, sobre os seres humanos: “que engraçado é achar que a Besta é algo que podem caçar e matar”.

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