Houellebecq e a Serotonina da intranscendência

“Ainda que fosse apenas pelo título «científico» de sua Serotonina, definido muito antes de se ouvir falar em «coronavírus», Houellebecq pôde trocar o profetismo pelo retrato; pôde fazer-se o retratista de uma decadência civilizacional tida, ainda em muitas partes, como progresso, como vitória, como triunfo de uma liberdade que deveria primeiro receber o velho nome de «paixões».” Houellebecq e a Serotonina da intranscendência, por Hugo Langone.

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Em que o autor, de Saulo de Tarso, rapidamente briga com Ferreira Gullar

“Parecerá estranho dizê-lo ante a imagem de luminosidade sobrenatural que envolve a experiência paulina, mas Paulo tinha — por mais excêntrico que seja lembrá-lo — carne, Paulo tinha ossos que reverberassem a queda. Quem for de carne e osso, então, viverá experiência semelhante à do autor. Provavelmente recordar-se-á de ter experimentado alguma reverência ante os livros quando da infância, ou de ter intuído certa aura ao redor de lombadas.”

Um ensaio de Hugo Langone sobre “o processo universal da descoberta: o poeta terá encontrado seu Ananias, terá sua Arábia, seu Tiago e seu Pedro; mas também conhecerá a experiência luminosa e anterior do alto, o chamado de uma luz que em alguma medida o cega, que lhe parece toda independente e que ele carregará consigo e tentará reproduzir.”

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