O conceito de ironia, constantemente referido a Bolsonaro

“Eis o cruzamento entre ironia e fascismo. Diante de múltiplas verdades e mentiras, em meio a um infinito jogo de espelhos, tornamo-nos suscetíveis à mistificação. Embora em desuso, o termo é simples: trata-se de tornar algo banal em uma coisa obscura, divina ou mágica. Ou, a título de exemplo, trata-se de tornar um chulo capitão de infantaria em uma espécie de mito, detentor de virtudes heroicas: sua vulgaridade sugere a franqueza; sua inépcia, simplicidade; suas polêmicas, bravura e martírio. Como o sedutor silencioso e irônico, no qual projetamos todas as qualidades que desejamos, personagens da laia de Jair Bolsonaro são capazes de catalisar as projeções políticas de seu eleitorado, confundindo-as e dissolvendo-as na sua própria personalidade.” Para Pedro Augusto Pinto, Jair Bolsonaro é “o melhor exemplo disponível no mercado” para ilustrar o conceito de ironia em Søren Kierkegaard.

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A análise da democracia supõe evidências, não opiniões

Pesquisas mostram que a avaliação que as pessoas fazem da qualidade da democracia varia significativamente a partir das simpatias ou antipatias em relação ao governo do momento. A boa análise da democracia supõe um saudável distanciamento em relação às posições em jogo, na arena política.

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Estado da Arte Entrevista: Bolsonarismo, nacionalismo e política externa

No primeiro episódio do podcast Estado da Arte Entrevista, Eduardo Wolf recebe Idelber Avelar, professor da Universidade de Tulane (EUA), e Carlos Gustavo Poggio Teixeira, professor de Relações Internacionais da FAAP e da PUC – São Paulo. Em pauta, o bolsonarismo e suas cores nacionalistas na política externa.

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Bolsonaro decapitado: apologia ou arte de massa?

O texto do professor Rodrigo Cássio de Oliveira suscitou diversas questões sobre liberdade de expressão, apologia e violência em manifestações artísticas, sejam elas populares ou não. Neste artigo, o professor retoma o problema e afirma: “Não há literalidade em obras artísticas, sejam elas representações pictóricas ou musicais, boas ou ruins”

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Passa a régua

Uma sociedade que precisa a cada polêmica retornar às perguntas mais elementares não possui nem história, nem transmissão. É uma sociedade que precisa refundar a si mesma a cada geração.

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O novo liberalismo brasileiro: imposturas e impasses

É, de fato, um prodígio que, em dois milênios, tenhamos estendido o ideal da liberdade de um luxo reservado a uma minoria de cidadãos em alguns potentados antigos escravagistas a direito e condição inalienáveis das massas pós-industriais.

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