A consciência do amor em Proust, uma questão de espaço

Quando Proust pondera que o homem só se dá conta de maneira integral de sua realidade externa na mudança de posição fica fácil notar o quanto esse movimento é capital para os sentidos entre mente e o espaço que ela (mente) consegue captar, em especial ao narrá-los. Esses locais estão perdidos, já não fazem mais parte do que o narrador chama de sua “realidade”, e portanto sem mapa, sem localização precisa na imensa organização de seu romance.

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Biodança, reiki, shantala, psicanálise, a literatura e o vazio

Afinal o que somos senão corpos controlados por uma massa gelatinosa, que não sabem muito bem o que querem, quando querem, e o quão dependentes são de fatores externos que configuraram sua atual e deprimente situação evolutiva (nem tão deprimente assim, podem dizer alguns)?

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Loucura judaica: não leia, veja Andy Kaufman

Lembro-me do meu avô, o único vivo que ainda tenho, que conheceu o mundo e me puxou pra me contar algo sobre como eu deveria encarar meu futuro. Não deu tempo nem de começar a contar, pois três chineses invadiram a casa bem naquele momento e ameaçaram metralhar todo mundo.

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Amor e as intermitências do coração

“A senhorita Albertine foi-se embora.” Ao serem pronunciadas, essas palavras produzem um sofrimento tal que bastaria trocar o nome dela pelo do nosso amor para nos darmos conta de que um sentimento outrora tão banal é simplesmente toda a nossa vida.

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