A miragem do novo normal

“A pandemia no Brasil se consolidou a partir de uma cadeia paradoxal de fatos, a partir da qual para cada noção que a afirma temos que lidar com elementos que as negam. Sobre nossos noventa mil mortos marcha uma lógica que se recusa até a afirmar condolências. Aos mortos nega-se a própria morte.”

E “se o paradoxo dessa nossa pandemia é tão explícito quanto os atos falhos daqueles que a sustentam, também temos nos deparado fórmulas um pouco mais sutis, mas igualmente comprometidas com o realismo mágico que move uma multidão a adorar uma caixa de remédio.” Para Rodrigo Toniol, “esse é o caso da ideia de um novo normal, mais um ato falho que agora aguça imaginações”, que “escracha nossa pulsão normalizadora do caos”.

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É preciso enxergar o fascismo além do “Fascista!”

“Passar do jogo acusatório que aponta “fascista!” e ir para a identificação do fascismo eterno parece ser um passo fundamental”, diz Rodrigo Toniol. “Afinal, nessa disputa o problema não é o jogador, mas o jogo que estamos tendo que jogar.” A análise de Rodrigo Toniol, em uma publicação do Estado da Arte com o projeto Bolsonarismo: o Novo Fascismo Brasileiro, do Labô/PUC-SP.

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