Um dos grandes quadros filosóficos do Brasil, João Carlos Brum Torres nunca se limitou às estritas especializações que a profissão frequentemente impõe — nem mesmo se poderá dizer que se ateve somente às atividades contemplativas própria de um pensador do seu calibre. O professor (hoje aposentado) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade de Caxias do Sul (UCS) também foi secretário de estado diversas vezes no Rio Grande do Sul, atuou na esfera pública como poucos, equilibrando bios politikos e bios theoretikos exemplarmente.
Nesta entrevista em duas partes publicada pelo portal Arquipélago Filosófico, concedida ao professor da UFRGS Rogério Severo Passos, Brum Torres revê sua trajetória pessoal e acadêmica, tendo por pano de fundo a própria história política recente do Brasil e do mundo: sua formação nos anos 1960, o início da carreira na UFRGS, o expurgo em 1969, o exílio na França, o retorno ao Brasil e o período como professor da Unicamp, até seu retorno ao Rio Grande do Sul e a retomada da democracia e da carreira em sua alma mater.
O Estado da Arte agradece ao professor Severo Passos e ao portal Arquipélago Filosófico a autorização para reprodução da conversa.




