
“La deshumanización del arte” em seu centenário (e para além dele)
Algumas notas sobre o mais influente e polêmico ensaio de estética de José Ortega y Gasset

Algumas notas sobre o mais influente e polêmico ensaio de estética de José Ortega y Gasset

Em cada novo Odisseu, por mais distinto que pareça do “original”, atualiza-se a mitologia, reanima-se e amplia-se sua potência de seguir interessando a públicos de diferentes épocas, com o acréscimo de novas camadas e perspectivas àquele universo imaginário.

Com as diferentes leituras que fez da obra de Graciliano Ramos, o crítico brasileiro mostra como a volta aos textos, em momentos diversos de nossa vida, revela derivas de sentido inexploradas.
Por Eduardo Cesar Maia, o ensaísmo de Octavio Paz e a poesia de seu pensamento.
Em meio aos contratempos da quarentena, Eduardo Cesar Maia decidiu revisitar a biografia de Sir Isaiah Berlin — e compartilhou com o Estado da Arte sua leitura sobre a vida intelectual como drama das ideias e da consciência do homem que nasceu em Riga.
Meio século depois do falecimento do crítico literário mais influente de seu tempo no Brasil, Eduardo Cesar Maia reavalia seu legado intelectual – que ainda se faz presente e tem muito a contribuir com a discussão intelectual e literária do nosso tempo.
A autonomia do estético, nos termos de Harold Bloom, não remete a uma simples volta ao ideal da arte pela arte: a dimensão estética se amplia e passa a abarcar também o âmbito da vida ética, pois a experiência artística não é algo que se possa compartimentar em categorias estanques.
Em Realidade Inominada (CEPE, 2018), o professor e crítico literário pernambucano Lourival Holanda retoma a tradição do ensaísmo humanista e afirma que “pedir à literatura toda clareza é jogar xadrez com a regra do dominó”.

Através de sete ensaios sobre pensadores que foram fundamentais para sua própria trajetória, Mario Vargas Llosa contribui ao melhor entendimento da diversidade de manifestações da tradição intelectual liberal