Ary Quintella

Uma biblioteca em estado puro

Sem acesso aos lançamentos no Brasil no ano passado, e embora ninguém a ele tenha perguntado nada, o diplomata Ary Quintella — que não troca o papel pelo Kindle — comenta alguns livros que, lidos ou relidos, estiveram ao alcance de sua mão em 2020.

Cartas da Malásia: As frutas de Perak

“O Natal é um conceito abrangente, que engloba pelo menos todo o mês de dezembro e vai até a terceira semana de janeiro. Essa é a época das comemorações, da sensação de leveza, do sentimento de que pode haver harmonia entre os seres humanos. É a época da felicidade. Todo ano, prolongo ao máximo esse estado de espírito. Duvido que alguém queira me criticar por isso.” Por Ary Quintella, diplomata brasileiro em Kuala Lumpur, mais uma Carta da Malásia.

Mozart desaparecido

É cruel, injusto, viver mais do que Mozart e não produzir algo como Don Giovanni ou Così fan Tutte ou a Sonata para Piano K.331. Quando tudo na vida desaparece, assim, sem razão, como o próprio Mozart partiu um dia, um ensaio de Ary Quintella sobre música e memória, finitude e permanência.

Cartas da Malásia: As Cartas em Istana Negara

A partir da culinária, em mais uma Carta da Malásia, Ary Quintella — diplomata brasileiro em Kuala Lumpur — traz um pouco de história e cultura e textos e contextos sobre o país asiático. Um texto sobre distância geográfica, diferenças culturais e aproximações possíveis.

Clarice, de Montevidéu a Malaca

Na Malásia, lendo o comentário de um poeta local, Ary Quintella — diplomata brasileiro em Kuala Lumpur — passou a se perguntar se o lugar de escritor brasileiro mais consagrado nos meios literários já não teria sido ocupado por Clarice Lispector — a Clarice, que, desde Montevidéu, já fazia parte de seu cotidiano familiar. O fascínio de Clarice, iniciado em Montevidéu e cristalizado em Malaca, por Ary Quintella.

Cartas da Malásia: A Viagem a Balbec

"Poucas horas depois de ter ouvido Hafiez falar com nostalgia de seu encontro com o tubarão-baleia em Tenggol, li sobre a visita da rainha Elizabeth II e do príncipe Philip a Mustique, em 1977: 'the Duke of Edinburgh really enjoyed snorkelling among the sharks'."

Mais uma Carta da Malásia, assinada por Ary Quintella, diplomata brasileiro em Kuala Lumpur.

Cartas da Malásia: A Petrópolis dos Mares do Sul

Em mais uma Carta da Malásia, Ary Quintella — diplomata brasileiro em Kuala Lumpur — fala sobre Fraser's Hill. A Petrópolis dos Mares do Sul? Em Fraser’s Hill, não há avenida Koeller e nem palácio do Grão-Pará. (Há, porém, entre a culinária e o parlamentarismo de estilo Westminster, um tanto da herança colonial.)

Cartas da Malásia: Juru Damang, o Elefante Real

"Os Anais Malaios, em suas 200 páginas, são uma epopeia do povo malaio; uma crônica sobre o Sultanato de Malaca, fundado em torno ao ano 1400, eliminado pela invasão portuguesa em 1511 e que, no seu apogeu, no final do século XV, foi uma potência regional; uma genealogia, às vezes fantasiosa, dos soberanos; narrativas sobre intrigas em diversas cortes do Sudeste asiático; relatos de guerras e de embaixadas; e veículo de transmissão de antigas lendas. Foi essa a companhia que escolhi para ir comigo a Langkawi."

Hoje, no Estado da Arte, a segunda Carta da Malásia, do diplomata brasileiro Ary Quintella.

Cartas da Malásia: A Ásia em Penang

"Desde que cheguei à Malásia, no final de janeiro, ficou reforçada em mim uma indagação presente desde a adolescência, sobre quão parecida ou diferente a Ásia seria do Ocidente. Essa questão conduz a outra, que é a de entender se há algo que caracterize a Ásia, que a torne um continente diferente dos outros. O que faz da Ásia a Ásia?" Iniciamos hoje a série Cartas da Malásia — relatos, crônicas, textos e contextos do diplomata brasileiro Ary Quintella, hoje em Kuala Lumpur. Cartas da Malásia, enfim. Muito apropriadamente: "Cada país", afinal, "é a soma das suas fases históricas, e das etapas de sua evolução cultural, assim como cada ser humano carrega em si tudo o que já viveu."