Estado do Cinema: Entrevista com Adrian Martin

Esta conversa com o australiano Adrian Martin, um dos principais críticos de cinema atualmente, cuja obra seminal se divide em livros, aulas, ensaios e palestras, inaugura o Estado do Cinema, este novo espaço de cinema no Estado da Arte. Nele vamos publicar entrevistas com alguns dos principais nomes do cenário cinematográfico mundial.

No melhor espírito do que tem marcado a história do Estado da Arte, nosso objetivo é disponibilizar conteúdos para um público mais abrangente, interessado e ávido por informação (e formação) de qualidade. Este espaço será um instrumento disponível para a permanente formação e aprimoramento do público espectador: um disseminador de repertórios.

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Stanford Encyclopedia of Philosophy: Ludwig Wittgenstein

Orgulhosamente, trazemos hoje, no Estado da Arte, uma tradução do verbete que trata sobre o filósofo Ludwig Wittgenstein na Stanford Encyclopedia of Philosophy, escrito pelas professoras Anat Biltetzki e Anat Matar. Agradecemos profundamente aos editores da SEP — em especial, Edward N. Zalta — pela autorização. Ainda, com todo nosso respeito, todos nossos cumprimentos, agradecemos ao tradutor, Prof. Me. Gustavo Coelho, pela cuidadosa tradução, e ao Prof. Dr. Jônadas Techio, pela revisão e supervisão do processo.

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O naufrágio dos fotogramas e o manto de plumas dos Mundurukus

“No Brasil, tão deficiente de sua memória, forçoso é despertar.”

Em tempos de esquecimento obrigatório imposto à Cinemateca, uma tragédia cultural tão grande exige coragem proporcional para enfrentá-lo. Com exclusividade ao Estado da Arte, com a devida grandeza, o cineasta Júlio Bressane insiste na memória, na preservação de nosso patrimônio — contra a corrente de nosso naufrágio.

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Sérgio Sá Leitão e Miguel Forlin: um bate-papo sobre a 1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo

De 01 a 30 de setembro, na plataforma Cultura em Casa, acontece a 1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Secretaria de Relações Internacionais. Durante um mês, o público pode assistir, gratuitamente e sem sair de casa, a produções dos mais diversos países e gêneros. Na última sexta-feira, Sérgio Sá Leitão, Secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, e Miguel Forlin, coeditor de Cinema do Estado da Arte, conversaram sobre esse projeto. No bate-papo, gravado para o podcast do Governo do Estado de São Paulo, foram abordadas as principais características do evento e a sua importância em tempos de pandemia. Confira a conversa e todos os devidos links no post.

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FOCO: Morrer e viver em Las Vegas – Showgirls, de Paul Verhoeven

“Na estrada para Las Vegas, até o homem que dá carona tem o penteado de Elvis Presley. Será inevitável aos que pisam na cidade acabarem assumindo seus traços, tornando-se parecidos com ela? Em Showgirls (1995), testemunhamos tal processo de metamorfose acontecer com a protagonista. Desprovida de quaisquer raízes, sem amigos nem família, sempre evasiva quando lhe perguntam de onde vem, a aspirante a dançarina Nomi Malone aterrissa em Las Vegas como uma tela em branco à espera de ser utilizada.”

Por Matheus Cartaxo, um ensaio sobre Showgirls, de Paul Verhoeven — sobre morrer e viver em Las Vegas. Uma parceria com a FOCO – Revista de Cinema.

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Karl Jaspers: A questão da culpa

“Unidade por coerção de nada serve; ela se esvai como um clarão na catástrofe. Consenso através do diálogo e da compreensão leva à comunidade que se sustenta.”

Em uma parceria do Estado da Arte com a editora todavia, trazemos hoje a Introdução à série de palestras sobre a situação espiritual na Alemanha — uma introdução do filósofo Karl Jaspers à obra ‘A questão da culpa.’ Este livro fundamental é a maior prova de sua emblemática honestidade intelectual. Mais do que isso, é um livro que diz muito sobre o espírito de seu tempo — e nosso também.

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Editora 34: O mundo crepuscular do Doutor Bomgard, por Efim Etkind

Reunindo nove narrativas ficcionais, ‘Anotações de um jovem médico’ traz alguns dos primeiros experimentos literários de Mikhail Bulgákov. Em nova tradução, de Érika Batista, a obra é um lançamento da Editora 34. Em parceria com o Estado da Arte, a 34 disponibiliza aos leitores um alentado ensaio de Efim Etkind, em que o famoso crítico e dissidente russo analisa as peculiaridades da prosa de Bulgákov e suas relações com o meio literário soviético.

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Identidade e cidadania: Uma conversa com Charles Taylor

Para Charles Taylor, “existem identidades que nos encorajam a ser abertos, a sentir e a praticar a solidariedade com nossos pares, e esse é o único antídoto para a raiva, o ciúme, a postura defensiva e o ressentimento de certas identidades coletivas mais restritas.” Autor de obras como A Ética da Autenticidade, As Fontes do Self e Uma Era Secular, Taylor é um dos mais celebrados pensadores contemporâneos, com importantes publicações nas esferas da filosofia moral, da epistemologia, da filosofia da linguagem e também no debate público. Em entrevista exclusiva ao Estado da Arte — conduzida e traduzida por Rodrigo Coppe e Filipe Campello —, o filósofo falou sobre identidade, cidadania, religião, neoliberalismo, democracia. Sobre nossa condição, nossas circunstâncias.

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FOCO: Mitos de origem e destino III – o mito da encenação

“Expressar um pensamento por meio do cinema seria possível com a escolha de componentes visuais que, isolados, seriam reais em si, mas cujo fim último seria estabelecer ligações com outros componentes; ligações abstratas, porque inexistentes nas imagens. O mito da encenação propõe uma inversão crucial. Seus defensores acreditam poder abstrair a realidade cênica sem o recurso da montagem; acreditam que essa realidade possa de uma só vez ser abstraída e reforçada em sua concretude. Rejeitar a montagem assertiva, nesse contexto, significa rejeitar a abstração como definida tradicionalmente. Decorre dessa postura uma negação da “linguagem”, mas uma negação que se volta unicamente à linguagem que se exibe enquanto tal.”

Em parceria com a FOCO – Revista de Cinema, um ensaio de Lucas Baptista sobre o mito da encenação.

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Uma Índia iliberal?

“A visão majoritária antissecular do BJP ameaça a democracia liberal na Índia em três níveis: social, ideológico e institucional. Se o partido implementar essa visão, a Índia provavelmente permanecerá uma democracia eleitoral, mas o título de democracia liberal — um país com liberdade de debate e discussão, instituições de freios e contrapesos robustas e sólidas salvaguardas de diretos e liberdades — tornar-se-á algo do passado.” Na parceria do Estado da Arte com a Fundação FHC, um ensaio do Journal of Democracy: An Iliberal India?, de Sumit Ganguly.

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Recordando Mário Soares e os bons velhos tempos

“Nos bons velhos tempos, uma das mais estimulantes observações de Mário Soares era que, em democracia, o pêndulo tem de ter espaço para se mover tranquilamente — um pouco mais para a esquerda hoje, um pouco mais para a direita amanhã.” Recordando Mário Soares e os bons velhos tempos, contra o clima tribal de nossa época, as recomendações de leitura do Professor João Carlos Espada, OBE. (Publicado originalmente no Observador.)

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O fascismo em camisas verdes

O Estado da Arte, em parceria com o Projeto Bolsonarismo: o Novo Fascismo Brasileiro, do Labô/PUC-SP — coordenado pelos professores Luiz Felipe Pondé e Eduardo Wolf —, apresenta fragmentos da obra O Fascismo em Camisas Verdes: do Integralismo ao Neointegralismo, de Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto. Lançado pela FGV Editora, a obra é, como Octavio Guedes anuncia em seu prefácio, mais que um livro de história: é “um belo trabalho de investigação, um manual para se entender o Brasil de hoje”.

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Federico Finchelstein: “Vivemos um novo caminho do populismo em direção ao fascismo”

Um dos grandes estudiosos do fascismo e do populismo hoje, Federico Finchelstein é Professor de História da New School for Social Research, em Nova York. Em entrevista exclusiva, conduzida por Rodrigo Coppe, o Professor Finchelstein falou sobre sua obra, sobre os conceitos de fascismo e populismo, sobre democracia e ditadura, sobre nosso tempo. Uma parceria do Estado da Arte com o projeto Bolsonarismo: Novo Fascismo Brasileiro, desenvolvido pelo Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP, o Labô.

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Quando o Rei Soldado encontrou o Soldado da Lei: O Estado de Direito e os 100 anos da visita dos reis belgas ao Brasil

De quando o Rei Soldado encontrou o Soldado da Lei: um ensaio de Georges Martyn e Marcílio França sobre o Estado de Direito e os 100 anos da visita dos reis belgas ao Brasil.

“A visita dos reis belgas ao Brasil foi um estrondoso sucesso, em distintas direções. No plano pragmático imediato, consolidou as relações político-econômicas com a Bélgica; numa dimensão mediata, consolidou a inserção internacional do Brasil no teatro das relações internacionais . . . Pelo resto de suas vidas, o Rei Soldado e o Soldado da Lei guardaram as melhores recordações daqueles dias na jovem república brasileira.”

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Bolsonaro: o vírus como aliado

‘Bolsonaro: o vírus como aliado’ — um ensaio de Michel Gherman (NIEJ-UFRJ/University Ben Gurion) e Ronaldo de Almeida (LAR/Unicamp e Cebrap), produzido como resultado da conferência ‘Reações religiosas à Covid-19 na América Latina’, em junho de 2020, no contexto do projeto ‘Bolsonarismo: Novo Fascismo Brasileiro’, coordenado pelos professores Eduardo Wolf e Luiz Felipe Pondé e vinculado ao Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP, o Labô.

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Ennio Morricone, a música do olhar

“A obra do maestro e compositor italiano Ennio Morricone, falecido há uma semana, aos 91 anos, nunca foi o que se chama de score, música de serviço, que embala sequências de um filme. Ela é parte indissolúvel de toda produção que pode contar com o seu talento diferenciado.” Por Jeffis Carvalho e Miguel Forlin, um ensaio sobre a música do olhar de Ennio Morricone, o maestro que pensava cinematograficamente. “Com o seu olhar musical, Morricone permite que, ao escutarmos as suas composições, os nossos olhos resgatem os filmes em todo o seu esplendor, em toda a sua força e beleza.”

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