‘La folie’, o acaso e o divino em Éric Rohmer

“Quase como uma teologia, mais do que uma filosofia, as histórias do amor em Rohmer se rebobinam entre personagens, em geral jovens estagnados com algum tipo de insatisfação e que buscam, pela linguagem e pelo arroubo, uma saída para seus dramas íntimos, tantas vezes temporários e até efêmeros. Poderíamos chamar de “dramas existenciais”, mas o termo soa inadequado para Rohmer. A hipótese aqui levantada é a de que o arroubo (“la folie”) responde a desolações cotidianas — de ordem amorosa ou não — ainda que ao decorrer da história tudo se desmanche, que as experiências outrora prazerosas — que criaram alguma expectativa e uma euforia — deixem de fazer sentido porque já não mais pertencem à maior de todas as verdades: a do acaso, que, como uma entidade divina ou sobrenatural, intervém — algo ao mesmo tempo tirado e subvertido da tragédia antiga.”

‘La folie’, o acaso e o divino em Éric Rohmer. Por Thiago Blumenthal.

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The Last Dance: O esporte nunca mente

A arte pode mentir. A política idem. Às vezes a ciência (as eugenias perversas da Europa na década de 30, a crise ética da indústria farmacêutica, exemplos não faltam). Mas o esporte não. “The Last Dance”, documentário sobre a carreira de um dos maiores gênios do esporte mundial e seu canto de cisne nos Bulls, reflete curiosamente os tempos que vivemos.

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