‘La folie’, o acaso e o divino em Éric Rohmer

“Quase como uma teologia, mais do que uma filosofia, as histórias do amor em Rohmer se rebobinam entre personagens, em geral jovens estagnados com algum tipo de insatisfação e que buscam, pela linguagem e pelo arroubo, uma saída para seus dramas íntimos, tantas vezes temporários e até efêmeros. Poderíamos chamar de “dramas existenciais”, mas o termo soa inadequado para Rohmer. A hipótese aqui levantada é a de que o arroubo (“la folie”) responde a desolações cotidianas — de ordem amorosa ou não — ainda que ao decorrer da história tudo se desmanche, que as experiências outrora prazerosas — que criaram alguma expectativa e uma euforia — deixem de fazer sentido porque já não mais pertencem à maior de todas as verdades: a do acaso, que, como uma entidade divina ou sobrenatural, intervém — algo ao mesmo tempo tirado e subvertido da tragédia antiga.”

‘La folie’, o acaso e o divino em Éric Rohmer. Por Thiago Blumenthal.

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Machado de Assis rachado, em descontínuo

“Se há algo metafísico na narrativa machadiana, ela é dissecada até não sobrar um fiapo, e por isso não trazer resposta, com certo cinismo quase sensível. No retalho, no rasgo, a sociedade está desmontada, como desmontada está a camada psicológica de todo aquele universo íntimo e coletivo.” Machado de Assis rachado, em descontínuo, por Thiago Blumenthal.

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The Last Dance: O esporte nunca mente

A arte pode mentir. A política idem. Às vezes a ciência (as eugenias perversas da Europa na década de 30, a crise ética da indústria farmacêutica, exemplos não faltam). Mas o esporte não. “The Last Dance”, documentário sobre a carreira de um dos maiores gênios do esporte mundial e seu canto de cisne nos Bulls, reflete curiosamente os tempos que vivemos.

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Especial Philip Roth: “O Complexo de Portnoy”

O Estado da Arte dá início ao especial dedicado a Philip Roth, o gigante da literatura americana falecido recentemente. Em ensaios monográficos, focados em seus romances ou em temas especiais para a obra de Roth, nossos colunistas oferecem sua visão da obra do autor de “O Complexo de Portnoy” e “Pastoral Americana”.

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Philip Roth e “A Marca Humana”

Philip Roth foi o escritor americano que melhor se entregou à tarefa de escrever a América nos últimos 60 anos. Ao fazê-lo, mergulhou fundo nos dramas e nos dilemas da condição humana, da existência ora turbulenta, ora banal dos indivíduos. “A Marca Humana” é uma de suas obras máximas, nesse sentido.

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