Coluna ANPOF: A condição kafkiana da atualidade

“Quase sempre turvados por uma sombra ambígua e desfiguradora, própria dos sótãos e corredores sem saída nos quais vivem, os personagens kafkianos assistem paulatinamente ao esfarelamento de seu próprio eu, ao declínio de sua consciência. Como nós, esses personagens de Kafka assistem ao processo de desmoronamento daquilo que desde sempre se lhes apresentou como fora de todo questionamento: a veracidade dos fatos. Nossos jornalistas, cientistas e intelectuais não estão, pois, num romance kafkiano?” Confira o ensaio de Ulisses Razzante Vaccari sobre nossa condição kafkiana. Uma parceria do Estado da Arte com a ANPOF.

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O Eichmann de Hannah Arendt

“O que é distintivo em Eichmann, acima de tudo, é a sua incapacidade de avaliar as consequências devastadoras de seus atos, mesmo quando consideradas instrumentalmente como meios de autopromoção. O seu déficit moral, por assim dizer, se assenta na sua incapacidade de avaliar a desproporção entre estes dois termos: eficiência na sua função (aliada ao reconhecimento público) e a consequente destruição gratuita (que vai contra tudo o que já pôde conceber mesmo o utilitarismo mais rasteiro).” Na estreia da ANPOF com o Estado da Arte, um ensaio do Prof. Adriano Correia sobre o Eichmann de Hannah Arendt.

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