Ciência e irracionalidade

“O papel da irracionalidade, lembremos, a verdadeira inimiga da ciência, não é apenas negar as medidas protetivas e as vacinas, mas um conjunto mais amplo de elementos básicos.” Por Claudemir Roque Tossato, professor de Filosofia da Ciência na Unifesp, um ensaio sobre ciência e irracionalidade; afinal, “no caso da pandemia da Covid-19, é fundamental saber se nossas crenças e atitudes carregam um grau satisfatório de racionalidade ou se acabaremos agindo mais por paixões e crenças sem respaldo racional”.

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Por que um cético tomaria vacina

“Hume nos ensinou que a exigência de uma certeza absoluta para a ciência não é científica, mas metafísica. Portanto, dogmática. E essa exigência não altera o funcionamento prático da ciência. Essa é a razão pela qual a física de Newton prosperou e foi adotada independente da metafísica de Newton.” Para Érico Andrade, o verdadeiro dogmatismo é rejeitar “a forma mais racional de lidar com a pandemia que só está na iminência de acabar para quem nunca acreditou que ela sequer existisse”.

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Por que você tem a obrigação de vacinar-se contra a Covid-19?

“É por considerar as pessoas impedidas de serem vacinadas que a obrigatoriedade moral da vacinação deve ser assimilada como responsabilidade individual, tendo como base o dever de não prejudicar cada um dos indivíduos formadores de uma comunidade ou sociedade.” Por Isabella Passos, um ensaio sobre como a vacinação pode ser, para além de paternalismos justificados ou autocuidado, uma obrigação moral.

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José Eduardo Faria: Vacina, ciência e democracia

“Ao afirmar que a vacina contra a Covid-19 não é obrigatória e ao rejeitar num contexto de emergência vacinas chinesas, por razões políticas e ideológicas, o presidente da República mais uma vez mostrou o tamanho da simbiose entre ignorância e arrogância que sempre o caracterizou. Com a rejeição à obrigatoriedade da vacina e a aversão à ‘vacina chinesa’, contudo, ele conseguiu, paradoxalmente, chamar a atenção para a importância do saber científico.”

Um ensaio do Prof. José Eduardo Faria sobre vacina, ciência e democracia.

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Einstein, Mileva e Helene Savic

“É provável que ao ler o título, muitos pensarão que Helene Savic é uma das inúmeras conquistas amorosas atribuídas a Albert Einstein. Não, não é! Helene Savic é uma personagem-chave para desconstruir a extensa rede de desinformações a respeito da suposta colaboração de Mileva Maric com Einstein, durante a elaboração de seus icônicos artigos publicados em 1905.” Um ensaio do Prof. Carlos Alberto dos Santos, desconstruindo uma falsa hipótese.

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O Nobel na família Curie

Havíamos previsto uma série de ensaios sobre alguns ganhadores do Prêmio Nobel, e quando se trata de Nobel, é inescapável a lembrança da família Curie. Marie, Pierre, Irène e Frédéric ganharam cinco prêmios, caso único na história. O lançamento recente do filme Radioactive deu visibilidade popular ao casal Marie e Pierre Curie, com muitas resenhas do filme e reportagens jornalísticas.

O Prof. Carlos Alberto dos Santos teve o cuidado de ler todos os textos que apareceram em seu radar da internet, para elaborar este ensaio a partir de fatos históricos pouco conhecidos do grande público e não abordados nesses textos que leu.

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A ignorância é quase sempre protagonista: o que são, afinal, as Ciências Comportamentais?

“A riqueza existente no pensamento não-contemporâneo é grande e está disponível. Em muitos casos, obras, pensamentos e conceitos foram mal interpretados e assim, sem correção, foram debatidos e aplicados durante décadas ou séculos, influenciando o exercício científico e formando o senso comum. Voltar, por exemplo, a Platão, Aristóteles, Adam Smith, Marx, pode ser muito produtivo se estivermos com a mente aberta e intelectualmente disponíveis.” Para Carlos Mauro, “no caso específico das Ciências Comportamentais, é especialmente importante olharmos para sua, ainda recente, história.”

O Concreto no Estado da Arte. Um pouco de história, filosofia e responsabilidade conceitual, em respeito ao estatuto epistemológico das ciências comportamentais.

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Indisciplinar a disciplinaridade: o que são, afinal, as Ciências Comportamentais?

Desfazer a confusão conceitual é fundamental para o desenvolvimento das Ciências Comportamentais — uma área necessariamente multidisciplinar, fundada num projeto que liga as ciências sociais a outras ciências do comportamento. Nesta tarefa, há que se estabelecer distinções de modo responsável, num campo de debate moral claro sobre nossos construtos e políticas, para então compreendermos as Ciências Comportamentais — no plural — a partir de uma concepção multidisciplinar e aplicada.

O que são, afinal, as Ciências Comportamentais? Um ensaio de Carlos Mauro, para indisciplinar a disciplinaridade nas behavioural sciences. O Concreto no Estado da Arte.

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A mística e o glamour do Prêmio Nobel

“Obviamente que a sociologia da ciência engloba todas as áreas e circunstâncias da atividade científica, mas o que pretendo neste ensaio é circunscrevê-la ao contexto em cujo centro repousa o Prêmio Nobel de Física. E para melhor apreciar os ensaios específicos que virão na sequência, convém que uma abordagem geral do assunto seja feita para a definição do contexto no qual os futuros ensaios estarão inseridos.” Para o início de uma abordagem sobre os laureados com o Nobel de Física, uma introdução do Prof. Carlos Alberto dos Santos sobre a mística e o glamour do Prêmio Nobel.

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