Filosofia

O fenômeno da ignorância moral

"Qual é a legitimidade da censura quando um agente sabe o que está fazendo, mas não sabe que tal coisa é errada? Não seria uma situação em que a desculpa ou até mesmo o perdão seriam mais adequados?" Um ensaio do Prof. Denis Coitinho sobre o fenômeno da ignorância moral; sobre responsabilidade e compreensão.

SEP: Wittgenstein

No Estado da Arte, o verbete dedicado a Ludwig Wittgenstein na Stanford Encyclopedia of Philosophy. Tradução de Gustavo Coelho, revisão de Jônadas Techio.

Irracionalismos identitários

"Houve uma mudança tão radical no discurso dos movimentos feminista, negro e gay das últimas décadas que algumas das teses centrais de líderes negros, gays e feministas do passado são hoje abertamente tidas como racistas, homofóbicas e misóginas." Para o Prof. Rogério P. Severo, "é preciso separar as reivindicações legítimas por justiça e igualdade de oportunidade pleiteadas por mulheres, negros e gays das aberrações intelectuais que se imiscuíram nesses movimentos."

Relendo a biografia de Isaiah Berlin

Em meio aos contratempos da quarentena, Eduardo Cesar Maia decidiu revisitar a biografia de Sir Isaiah Berlin — e compartilhou com o Estado da Arte sua leitura sobre a vida intelectual como drama das ideias e da consciência do homem que nasceu em Riga.

Identidade e cidadania: Uma conversa com Charles Taylor

Em entrevista exclusiva ao Estado da Arte — conduzida e traduzida por Rodrigo Coppe e Filipe Campello —, o filósofo Charles Taylor falou sobre identidade, cidadania, religião, neoliberalismo, democracia. Sobre nossa condição, nossas circunstâncias.

Miserável mundo novo: Conservadores, uni-vos!

"Acompanhando vozes de natureza conservadora, este texto é um tímido manifesto conservador. Um manifesto que rejeita a antecipação de um mundo, um mundo que alguns tentam normalizar diante dos desafios da pandemia causada pela Covid-19. Não há que se normalizar circunstâncias que nos entristecem e constrangem nosso bem-estar." Para Celina Brod, "a expressão 'o novo normal', que tem sido usada sem pudor, é um equívoco de mau gosto. Mesmo que todos estejam entretidos com suas gerigonças, é preciso manter o empenho na restituição do velho normal. O novo, há que se insistir nisso, é anormal."

Eutanásia

De acordo com Desidério Murcho, "não há razões sequer remotamente promissoras a favor da proibição da eutanásia voluntária." Para o Prof. Murcho, "a ideia clara e evidente de que é imoral proibir o que não afeta negativamente seja quem for custa imenso a caber na mentalidade hipernormativa infelizmente tão comum", uma dificuldade mental que tem duas razões principais: "exibir imaginadas superioridades morais perante os outros" e "um dos fenómenos mais infelizes da psicologia humana, o pensamento de manada".

O que resta da crítica estrutural?

Um ensaio de Filipe Campello sobre a crítica estrutural e o que resta dela. Sobre culpa, responsabilidade individual, cultura do cancelamento, sobre o vocabulário de nossa liberdade. Sobre o paradoxo do moralismo persecutório: "Ao invés de voltar-se para a crítica a formas estruturais de injustiça, o que o uso equivocado de conceitos como lugar de fala e outras práticas como linchamento virtual e cancelamento têm feito é o patrulhamento sobre quem pode ou não falar, muitas vezes assumindo um caráter cerceador da liberdade e de interdição do discurso. No limite, ele joga fora tanto as dimensões estruturais da crítica quanto a possibilidade de responsabilização individual — ou seja, a capacidade que cada um tem de rever suas próprias posições."