Onde estamos quando estamos com medo?
Será que os humanos são capazes de satisfazer-se com esperanças sensatas e um olhar atento ao presente, ou somos uma espécie que teima e precisa crer em ilusões?
Será que os humanos são capazes de satisfazer-se com esperanças sensatas e um olhar atento ao presente, ou somos uma espécie que teima e precisa crer em ilusões?
Hoje, estamos mais do que aptos, como estava Donoso Cortés em Paris, no distante 1848, para compreender os limites do legalismo liberal.
Mesmo que a prova de Tomás fosse forte, seria ainda preciso ver se não há outras provas mais fortes contra a existência de Deus. E vice-versa: mesmo que as objecções contra o raciocínio de Tomás sejam realmente fatais, como parecem, é preciso ainda ver se haverá outros argumentos cosmológicos que lhes sejam imunes.
O (já) complexo problema da sorte moral, sobretudo (e ainda mais) quando pensamos na justificação da punição.
Emoções podem salvar, literalmente, nossas vidas.
O outro odeia; eu sou odiado; por isso odeio. A perguntade Huerta de Soto, "Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?", poderia ter como resposta sua forma invertida: "Por que o capitalismo odeia os intelectuais?".
Se, para Mill, a liberdade é o único meio pelo qual o homem pode progredir, para Berlin, a liberdade é apenas um entre os muitos bens que a humanidade deseja, e crê que a criatividade e o espírito livre das pessoas podem surgir mesmo em meio a um ambiente opressor.
Em meio a tantas incertezas, compõe o mínimo denominador comum a terrível assunção – que ninguém pode subestimar e minimizar – de que as concessões que se fizerem na saúde, na economia e na liberdade carregam consigo riscos incomensuráveis.
Há um argumento libertário que não deve ser ignorado, mesmo por aqueles que os chamam de simplistas. Os libertários parecem estar mais próximos de complicadores, pois estão dispostos a levar a questão filosófica sobre a legitimidade da autoridade política até às últimas consequências.