Por que o capitalismo odeia os intelectuais?

Para Tocqueville, a democracia de livre mercado convidaria todos ao banquete do bem-estar, mas a participação efetiva de cada um na sociedade do consumo e do conforto raramente estaria à altura das expectativas geradas pelo igualitarismo, e a cólera da injustiça só se tornaria mais aguda. Ora, não apenas o intelectual não contribui em muito a essa festa; seu papel por excelência é o de tomar distância, de estudar as ausências nas listas de convidados e de mostrar que alguns pratos estão requentados. Em suma, sua postura, mesmo quando distingue méritos na comilança, é de superioridade crítica. E de superioridade crítica quanto ao que as massas democráticas mais desejam, mesmo que ele o faça em favor delas.

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50 anos de maio de 68 (Parte final) – O advento da hiperdemocracia

Na quinta e última parte do especial do Estado da Arte dedicado aos 50 anos do Maio de 1968, Rodrigo de Lemos examina o surgimento da “hiperdemocracia” e as novas sensibilidades sociais e individuais que marcam nosso tempo.

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50 anos do Maio de 68 (Parte 4) – A implosão do maoísmo e a Nova Esquerda

As alternativas maoístas assimiladas pela esquerda francesa eram desastrosas, mas as motivações de muitos que as defendiam no Ocidente eram genuinamente generosas.

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