Música

Ennio Morricone, a música do olhar

"A obra do maestro e compositor italiano Ennio Morricone, falecido há uma semana, aos 91 anos, nunca foi o que se chama de score, música de serviço, que embala sequências de um filme. Ela é parte indissolúvel de toda produção que pode contar com o seu talento diferenciado." Por Jeffis Carvalho e Miguel Forlin, um ensaio sobre a música do olhar de Ennio Morricone, o maestro que pensava cinematograficamente. "Com o seu olhar musical, Morricone permite que, ao escutarmos as suas composições, os nossos olhos resgatem os filmes em todo o seu esplendor, em toda a sua força e beleza."

O espaço perdido dos amores em Marcel Proust

"De certo modo, podemos afirmar que o amor por Albertine difere do amor por Gilberte na mesma medida em que o septeto difere da Sonata." Para Thiago Blumenthal, "a Recherche é uma história de perdas transformada em coisas sensíveis". Proust, um pouco de música, e Albertine (sempre ela).

Falando de Música: Uma conversa com Anders Beyer

Em 2020, o Festival Internacional de Bergen foi uma das primeiras programações culturais de verão a enfrentar a atual crise mundial. Frente aos desafios de um cancelamento, seu Diretor Artístico e CEO, Anders Beyer, tomou a decisão de reorganizar toda a programação, e adaptar todo projeto para o mundo digital. O Maestro Leandro Oliveira conversa com Beyer sobre a única organização do gênero a assumir o desafio de transformar seus eventos em transmissões sem público, sobre as lições disso, sobre aquilo que fica.

Falando de Música: Admirável Mundo Novo

Os agentes do mercado cultural seguem apreensivos quanto às limitações evidentes impostas pela provável nova realidade dos próximos anos. Nenhuma solução de curto prazo deverá prescindir de um planejamento, a médio e longo prazo, no qual criatividade e capacidade de reinvenção devem ser a nova tônica.

A música de Chopin e o poder da revolução

Somente a compreensão da simbiose de criatividade e mistério revela o poder – tão oculto quanto significativo – que provém da música, notadamente aquela universal e atemporal, que teve no Silfo mestre do piano – Chopin – o seu mais digno e expressivo representante.