Pandemia, isolamento e o poder da arte de ficção

“Quantas histórias de amor não acabaram tragicamente por causa do coronavírus? Quantos aspectos de A Peste, do Camus, não são vistos diariamente no nosso comportamento e no comportamento alheio? Como não entender completamente o tédio e o pavor que o isolamento origina nos personagens bergmanianos? Ou as tensões que o convívio fechado entre diferentes pessoas proporciona? E como não enxergar, de um jeito apocalíptico, a realidade em que nos vemos inseridos, com as incontáveis mortes, a crise econômica, os milhões de desempregados e as exigências da subsistência batendo à porta?
Algumas dessas histórias foram contadas por artistas que as viveram. O mesmo pode ser dito de pessoas que, em determinado momento histórico, as leram e viram. Hoje, podemos dizer que também fazemos parte desse grupo.”

Pandemia, isolamento e o poder da arte de ficção. Por Miguel Forlin.

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“Ad Astra: Rumo às Estrelas” – Odisseia da Alma

“Quando o astronauta está em queda livre, o homem está em queda livre. A sua trajetória vertical vai dos céus ao chão, o mesmo chão que fita durante a fala inicial. O que o tira dessa zona de (des)conforto é a notícia de que o pai ainda esteja vivo e seja o responsável por uma catástrofe de proporções globais. A sua missão, agora, é reencontrar a figura paterna, perdida na noite eterna do espaço, e com ele retornar a Terra. Essa espécie de Telêmaco moderno, à procura do pai divinizado, é o herói de uma odisseia íntima, um explorador de planetas e estrelas, tanto os que compõem a moradia celestial quanto os que abrigam os demônios interiores.”

A Odisseia da Alma em “Ad Astra: Rumo às Estrelas”, por Miguel Forlin.

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Especial Cinema e Fascismo: O Conformista, de Bernardo Bertolucci

O Estado da Arte apresenta o Especial Cinema e Fascismo, com ensaios que analisam como seis cineastas abordaram o fascismo – seja como fenômeno histórico, como espírito do seu tempo, ou ainda como registro de sua identificação e influência. Hoje, O Conformista, de Bernardo Bertolucci, por Miguel Forlin. “Os falsos caminhos são muitos e as mentiras abundam, principalmente quando se trata de um regime político erguido com a argamassa da dissimulação.”

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O Homem e a Natureza em ‘A Infância de Ivan’

De todas as contradições que caracterizam A Infância de Ivan, uma permanece: dada a propensão natural dos seres humanos à guerra e autoaniquilação, talvez também seja na sua essência que esses ímpetos assassinos e suicidas se encontram. Estaríamos, portanto, condenados a destruir e a renascer.

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O tédio e a graça divina em “Diário de um Pároco de Aldeia”, de Bernanos

No primeiro artigo do especial “Bernanos e o Cinema”, Miguel Forlin escreve sobre adaptação deste clássico, no qual Robert Bresson esboçou algumas das principais características do seu estilo cinematográfico. Confira no dia 11 de agosto o artigo de Fabrício Tavares de Moraes sobre o romance de Bernanos.

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