Filosofia

Estado da Arte/Nexus Instituut: Uma conversa com Rob Riemen

Inaugurando a parceria institucional celebrada entre o Estado da Arte e o Nexus Instituut, uma conversa com Rob Riemen. sobre cultura, sobre educação moral, sobre a tradição humanista na Europa; sobre Thomas Mann e Albert Camus, sobre nosso tempo, sobre o fascismo, sobre o fascismo em nosso tempo, sobre os livros que Rob Riemen recomenda para que possamos fazer sentido disso tudo.

Estamos condenados a interpretar

Em termos jurídicos, o relativismo é inimigo da autonomia do Direito e da própria democracia. Gadamer deu uma enorme contribuição para um novo tipo de hermenêutica jurídica. A filosofia que brotou de sua obra inundou o Direito e contribuiu sobremodo para limpar a falsa imagem de irracionalidade que a prática jurídica tinha em relação a uma certa epistemologia moderna. A hermenêutica veio para ficar, exatamente, porque é esse intermédio filosófico entre o objetivismo e o subjetivismo.

De onde fala a filosofia?

Por ironia do destino, argumentos semelhantes aos que Agamben apresenta em recentes textos — cerceamento de liberdade, aumento de vigilância, legitimação de um Estado de exceção — passariam a ser encontrados também nas reações da ultradireita diante das medidas de isolamento social e lockdown. De onde fala a filosofia?

Blaise Pascal e o pessimismo político

Do ponto de vista de Pascal, é um erro acreditar que os Estados surgiram como uma decorrência espontânea de nossa pretensa sociabilidade — como quer Grotius — ou, ainda, como o fruto de um pacto voluntário e racional celebrado por um grupo de indivíduos - como gostaria Hobbes. Desmistifiquemos a origem dos corpos políticos: os Estados são filhos do combate, da conquista e da consequente subjugação dos vencidos.

Uma conversa com Scott Shapiro

O Estado da Arte conversou com Scott Shapiro, professor de direito e filosofia da cátedra Charles F. Southmayd em Yale. Na pauta: investigações filosóficas, teoria do direito, direito internacional, cibersegurança, filosofia analítica, interpretação.

Ruy Fausto e o sentido da teimosia

Ruy Fausto podia enfrentar com paixão, e às vezes até com raiva, um oponente de direita, um oponente reacionário e mesmo um oponente de esquerda. Mas o adversário mais formidável era mesmo a indiferença. Porque os não-indiferentes pelo menos se arriscam a dizer algo. A indiferença não: a indiferença é silenciosa.