Literatura

Palavras certas: como escrever e o que ler

Conselhos para uma boa escrita, e uma lista de leitura, por Jay Nordlinger, da National Review. Palavras longas ou palavras curtas? Prefira a palavra certa.

"Não há como agradar a todos. Nunca haverá. Sempre haverá alguém com objeções, alguém que odeia o que você escreve, não importa o que seja: 'Passe-me o sal'. 'Cãezinhos são brincalhões'. 'Hoje é terça-feira'. Não importa."

Ficcionalizando o verdadeiro Henry Darger

Um ensaio de Jacques Fux sobre a incrível — na verdadeira acepção da palavra — biografia de Henry Darger; sobre como viveu alguém que nunca viveu de fato, eternizado por seu projeto artístico e enciclopédico: "com um valor inestimável. Incalculável. Inverossímil. E sem razão alguma."

Junho fora do lugar (Parte 01)

Por Bruno Cava, uma resenha de 'Vertigens de junho: os levantes de 2013 e a insistência de uma nova percepção', de Alexandre Fabiano Mendes. "Um livro de desassossego". Parte 01.

Clarice, de Montevidéu a Malaca

Na Malásia, lendo o comentário de um poeta local, Ary Quintella — diplomata brasileiro em Kuala Lumpur — passou a se perguntar se o lugar de escritor brasileiro mais consagrado nos meios literários já não teria sido ocupado por Clarice Lispector — a Clarice, que, desde Montevidéu, já fazia parte de seu cotidiano familiar. O fascínio de Clarice, iniciado em Montevidéu e cristalizado em Malaca, por Ary Quintella.

O Brasil em pé de guerra: o que Machado de Assis tem a nos dizer sobre isso?

"Não há mais situação plausível em que não metamos política na conversa. Estamos todos nos acostumando, e por isso não preciso me estender no ponto, com o hábito de perder amigos antigos e queridos, fazer inimigos de desconhecidos, ou determinar novas amizades por causa da política." André Chermont de Lima explora nossas circunstâncias, de uma colérica 'politização' da sociedade, a partir de Esaú e Jacó, de Machado de Assis. "Se tal exploração não der em nada, teremos pelo menos feito a boa ação de resgatar uma das peças mais subestimadas de nossa literatura."

Rei morto, poema posto

"O presente constantemente produz o seu passado e o seu futuro. Quando lemos uma história literária escrita no século XX, estamos lendo o século XX produzindo outros séculos como passados distintos."

A partir de dois sonetos monarquistas escritos em português sobre a morte de Luís XVI, Caio Cesar Esteves de Souza como "passado e o futuro são nossas abstrações, frutos do nosso tempo".

Uma tarde com Ferreira Gullar

"Um velhinho, óculos grandes, olhos claros já um pouco glaucos pela idade, de baixa estatura, observava o salão, comendo aqui e ali um amendoim e tomando um copo de água. Outras duas cadeiras estavam ali, vazias, porém não ousei me acercar delas ou da mesa para, invasivamente, me sentar junto ao poeta. Dessa maneira, com um fio gelado arrepiado perpassando o centro de meu peito, comecei a andar pela livraria fingindo distração; na mão direita, empunhava o volume branco de Gullar."

Até que o convite a sentar e conversar partisse do próprio poeta. Um relato de Rafael Rocca sobre uma tarde com Ferreira Gullar.

Karl Jaspers: A questão da culpa

Em uma parceria do Estado da Arte com a editora todavia, trazemos a introdução do filósofo Karl Jaspers à obra 'A questão da culpa.' "Unidade por coerção de nada serve; ela se esvai como um clarão na catástrofe."