Da existência contraditória do tempo

por Augusto de Carvalho

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Metafísica é um termo antiquado, expressão de uma velha pergunta que, fora do âmbito hiperespecializado da Filosofia, desperta pouco ou nenhum interesse. Apesar de seu rico significado, aliás recentemente examinado neste caderno por Desidério Murcho, a Metafísica, para o senso comum, refere-se a algo vago, obscuro, impreciso, ao que escapa à compreensão, pois, a rigor, seria irreal. Afinal, a realidade é evidentemente física, dirá a ciência, e nada metafísico ou além do físico haveria de ser considerado parte ou componente substantivo do real. Até mesmo a Filosofia, sua zelosa fiadora, pergunta-se sobre a utilidade dessa antiga palavra. Para um segmento significativo da lógica, amparado sobretudo nas teses de Ludwig Wittgenstein, ao questionar as razões ou fundamentos da realidade do que se compreende como real, a Metafísica elabora perguntas que estariam comprometidas desde sua formulação: toda investigação metafísica derivaria de mal-entendidos, perguntas mal formuladas, geradoras de princípios cuja referência à realidade é tão frágil quanto seu desconhecimento sobre os limites linguísticos aos quais estão submetidos. Rudolf Carnap, generosamente, reduziu toda metafísica à poesia; mais recentemente, Richard Rorty, abatido ainda pela doença histórica da qual falou Friedrich Nietzsche em sua segunda consideração inatual, por sua conta e risco, advogou pela conversão da Metafísica em uma espécie de crítica cultural. Por sua vez, a já mencionada Física, arrogando a condição de legítima sucessora da supostamente obsoleta Metafísica, ressalta, nas palavras de Stephen Hawking, a consequente irrelevância atual da filosofia.

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Indiferente a esse diagnóstico cético quanto à existência de elementos metafísicos – por parte da ciência Física —, assim como às proposições metafisicamente i-lógicas e a-históricas — por parte de certa Filosofia —, muito antes da querela ganhar a magnitude atual, entre o fim do século dezenove e o início do vinte, John McTaggart Ellis McTaggart (1866-1925), notório representante do chamado idealismo britânico, aluno e posteriormente professor no Trinity College — contemporâneo de A. N. Whitehead no círculo intelectual Cambridge Apostles —, escreveu uma compendiosa obra dedicada, precisamente, à compreensão das limitações da Metafísica. Ambicionando iluminar o significado desse termo que, então, já tornava evidente sua característica antiguidade em contraste com a experiência contemporânea e o pensamento moderno, McTaggart dedicou boa parte de seu vigor intelectual à tarefa da crítica às ideias metafísicas. Se para a geração de filósofos e físicos coevos, a Metafísica deve ser rejeitada pela verificação das inconsistências internas de seus objetos e argumentos, mas sobretudo diante da superioridade epistemológica da ciência moderna, para o filósofo inglês, contudo, a partir do reconhecimento dessas mesmas limitações e em acordo com a eficácia do método científico, trata-se de precisar os objetos da Metafísica e aprimorar sua metodologia, não de dispensá-la.

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Os Apostles, c. 1883

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A natureza ou essência metafísica do tempo

A despeito da sobreposição da Metafísica pela Física, McTaggart salienta que há questões próprias a cada perspectiva. Determinados problemas acerca da natureza da realidade não são nem mesmo compreensíveis para a Física, dado que por seus métodos indutivos e empíricos, ela invariavelmente falha em reconhecê-los como objetos observáveis. Em linhas gerais, a análise da metodologia científica tradicional é um recurso definitivo para apreender quando termina o exame físico e inicia a investigação metafísica de um problema, ou melhor, é através das respectivas diferenças metodológicas que se pode compreender a ocasião em que há uma questão que está além da física (1921, seções 41 a 54). Para entender de maneira adequada este limiar entre Física e Metafísica, embora a lógica geral e a ética foram duas de suas matérias de trabalho mais amplas e recorrentes, tomemos como exemplo desse argumento metodológico de McTaggart um tema que o tornou célebre, o problema mais básico de toda metafísica: o tempo.

É clara a relação entre tempo e Metafísica, uma vez que os inconvenientes lógicos ou os problemas teóricos metafísicos derivam do caráter temporal da existência. Whitehead, após McTaggart, em Process and Reality, de 1929, concentra em uma sentença a relação entre o problema do tempo e a Metafísica de maneira categórica, dizendo que o esclarecimento do sentido envolvido na frase ‘tudo flui’ é uma tarefa central da metafísica (1929, 208). O problema central da Metafísica estaria resumido, enfim, no inquérito ontológico sobre a essência do tempo; o que não significaria a avaliação das inúmeras formas culturalmente organizadas de experienciar o tempo, um estudo das maneiras de percepção sociológica ou psicologicamente condicionadas da temporalidade, ou mesmo uma fenomenologia do tempo – à moda husserliana, por exemplo. Seria, antes, uma ontologia que interroga o ser ou a existência do tempo. Portanto, pela máxima de Whitehead, caso se questione a natureza ou essência do tempo, ao termo, questiona-se o fundamento da existência, logo, a Metafísica em geral. Será este o caminho de McTaggart, não apenas em seu mais conhecido texto, The Unreality of Time, publicado na ilustre revista Mind, em 1908, mas igualmente no segundo volume de sua Magnum opus, The Nature of Existence, editado postumamente por seu pupilo C. D. Broad, em 1927.[*]

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John Mctaggart Ellis McTaggart (Walter Stonenam, 1917)

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Conforme o título do artigo de 1908 anuncia, McTaggart elabora uma das teses mais convincentes sobre a irrealidade do tempo, reiterando-a no capítulo XXXIII de sua obra póstuma. Embora a ideia de que o tempo não é um fenômeno real, mas um equívoco lógico, não seja exatamente original — o filósofo inglês tendo ciência disso —, a especificidade de sua justificativa é inovadora: o tempo é logicamente irreal, pois é um fenômeno contraditório. As estruturas básicas do tempo, legadas pela tradição ontológica, nomeadas por McTaggart como séries A (passado-presente-futuro, uma série cristalizada por Agostinho de Hipona em suas Confissões) e B (antes-depois, esta tendo sido instituída pela Física de Aristóteles), não se sujeitam a uma das leis primárias da Metafísica, a saber, o princípio da não-contradição. Segundo McTaggart, tanto a série B quanto sobretudo a série A são contraditórias em si e entre si, o que torna a ideia de tempo inconsistente do ponto de vista lógico e, por isso, irreal. Para o filósofo inglês, grosso modo, à medida que toda e qualquer ideia de tempo se refere à instabilidade e à transitoriedade, os tempos terminam por se sobrepor, tornando-se indeterminados, ou ainda melhor, indetermináveis. Precisamente porque o tempo é sinônimo de contingência, inconstância, transitividade, não haveria qualquer possibilidade de instituir terminologicamente, isto é, de maneira sistemática, algum conceito que fosse rigoroso o suficiente para estabilizar o fenômeno temporal, como sintetiza brilhantemente T. S. Eliot, logo na abertura de Burnt Norton.

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Tempo presente e tempo passado

São ambos talvez presente no tempo futuro,

E o tempo futuro contido no tempo passado.

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Considerando essa ambivalência, e em vista de um certo momento — identificado como M —, afirma McTaggart (1908, 468):

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Se M é passado, foi presente e futuro;

se é futuro, será presente e passado;

se é presente, foi futuro e será passado.

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Todo momento, quer dizer, qualquer M, por conseguinte, possui a característica comum de pertencer a todas as modalidades temporais. Todo momento, de uma maneira ou outra, é simultâneo e relativo presente-passado-futuro, um círculo autorreferente que caracteriza uma inconsistência de ordem metafísica inadmissível. O reconhecimento dessa inconsistência fundamental das séries temporais, em especial da série A, como afirmado, estabelece a flagrante infração da antiga – e ainda em vigor – lei da não-contradição. Com efeito, para o filósofo inglês, que declara, em síntese, que o fenômeno do tempo é invariavelmente paradoxal, pois sua natureza é a contradição, a ideia de tempo deve ser caracterizada como irreal e rejeitada, não porque não pode ser explicada, mas porque a contradição não pode ser removida (1908, 471). Antes mesmo de Wittgenstein (1921) popularizar esta forma de filosofia, a qual procura expor as falhas lógicas intrínsecas a formulação de determinado problema antes de solucioná-lo, McTaggart, portanto, propõe a dissolução e não a resolução do problema do tempo.

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T.S. Eliot (Encyclopædia Britannica, Inc.)

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A medida física do tempo

McTaggart, ao demonstrar a irrealidade lógica do tempo, realiza, assim, a tarefa de reafirmar a relevância da Metafísica, cuja especificidade metodológica permite interrogar a realidade do que se apresenta como aparentemente real de maneira apropriada e, o mais importante, distinta da ciência moderna. Se para a Física basta observar a universalidade da entropia ou o tic-tac de um relógio para induzir que, logo, há tempo, visto que tempo seria a manifestação da diferença entre dois estados materiais — ou posições espaciais discretamente identificadas, diferenciadas —, um necessariamente anterior e outro necessariamente posterior – conforme a súmula do sólido trabalho de Carlo Rovelli (2017) e George Jaroszkiewicz (2016); para a Metafísica, todavia, a observação empírica e naturalmente real da entropia, bem como o tic-tac do relógio não significam absolutamente que a realidade do tempo está assegurada. O que a Física hoje chama de tempo, a Metafísica entende ser apenas um de seus aspectos — como o antropológico, o sociológico, o psicológico, o fenomenológico —, qual seja a medida do movimento entre um antes e um depois, a precisão singular do intervalo entre um ponto anterior e outro posterior, derivados de determinada mudança, em conformidade com a antiga designação de Aristóteles presente no livro IV — particularmente entre os capítulos 10 e 14 — da Física. Essa especificidade e insuficiência do ponto de vista físico sobre o problema do tempo, já algumas vezes ressaltada por filósofos e mesmo por físicos – a exemplo de Martin Heidegger (1927) e P. J. Zwart (1976) —, que se aplica à medida do movimento e não à natureza do tempo, encontra-se bem representada por uma de suas mais notáveis soluções, proposta por ninguém menos que Albert Einstein — que afirmou, em seu primeiro artigo dedicado à relatividade especial: parece possível superar toda dificuldade que repousa sobre a definição de ‘tempo’ substituindo ‘a posição do ponteiro pequeno do meu relógio’ por ‘tempo’ (1905, 893). Para Einstein, está claro que o olhar físico sobre o fenômeno da passagem e da transitoriedade dos estados gerais da realidade é autossuficiente e esgota a conceitualização da ideia de tempo, superando, segundo ele, toda dificuldade que repousa sobre sua definição. O relógio de Einstein funciona de maneira análoga ao pêndulo ao qual Ernst Mach se refere em seu artigo sobre o sentido do tempo na escuta, de 1865, já que o movimento do pêndulo serve como medida do tempo. E, como da perspectiva física, real é apenas aquilo que é medido, tal como a máxima atribuída a Max Planck, a medida do tempo constituiria e formalizaria, compulsoriamente, sua realidade.

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O relógio da Zytglogge, Berna

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Para a Física contemporânea, não apenas a ideia de tempo, mas sua realidade é autoevidente, posto que se reconhece o significado do tempo ao tão somente observar sua medida em um relógio. Institui-se relógios biológicos, físicos, químicos; relógios individuais, psicológicos ou antropológicos; relógios coletivos, historiológicos; fala-se até mesmo em um relógio do universo, medida do momento atual em que avança a entropia, explicada há mais de um século pela termodinâmica de Ludwig Boltzmann. Tempo, para a Física, sem grandes pormenores, é parte da realidade, uma de suas dimensões — dirá Hermann Minkowski —, e todas as suas características podem ser demonstradas em um sistema fechado e bem definido, uma forma concreta e mensurável: o relógio, mecanismo que se origina da observação do movimento geral do universo. O relógio assume a repetição desse movimento orgânico ou cósmico como o tempo, encerrando de maneira objetivamente circular a sua forma. O que o relógio mostra, portanto, nunca é o tempo, mas um agora relativo ao movimento físico universal imobilizado pelo seu pequeno ponteiro, que se move sempre em um círculo infinito – seu princípio é seu fim –, numerável e, devido ao formato, eternamente repetitivo; o mesmo circuito autorreferente da lógica de McTaggart. O relógio, então, embora signifique algo para o tempo e proporcione uma imagem provisória de seu caráter, ao tentar confinar o tempo em apenas um de seus aspectos, nunca encerra o seu significado ou revela imediatamente a sua essência.

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Em vista disso, torna-se evidente a restrição do conceito de tempo físico ao que McTaggart chamou de série B, a um esquema antes-depois que convenientemente ignora a existência da série A, cuja inconsistência seria fatal para a ideia de tempo física, uma vez que da série A derivam paradoxos incontornáveis, de ordem Metafísica, por isso inacessíveis ao aparato estritamente indutivo da metodologia científica. Afinal, para a arquitetura do tempo proposta pela Física, afirma Robert Weingard, as relações temporais próprias à série A não exercem nenhum papel, pois conceitos como passado, presente e futuro não possuem relevância física (1972, 119) — o que coincide com a conhecida fórmula de Einstein, que se torna pública por meio de uma carta de condolências à família do físico Michele Besso, datada de 21 de março de 1955, na qual afirma, de modo deliberadamente poético, que para os físicos esta separação entre passado, presente e futuro não tem senão o valor de uma ilusão, por tenaz que seja. A imprecisão que leva à incomensurabilidade do tempo, aliás, é observável fisicamente pelo princípio da incerteza de Werner Heisenberg (1927), o qual demonstra que o caráter quantitativo de certos fenômenos não pode ser plenamente conhecido devido à sua natureza ambivalente, autoexcludente. Em uma contrapartida filosófica da teoria de Heisenberg, do mesmo modo que o movimento de um átomo físico nunca pode ser precisamente medido sem perder suas qualidades físicas, o tempo, algo como o átomo da existência, não pode ser precisamente mensurado sem perder sua qualidade metafísica, a contradição.

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A existência do tempo como contradição

Em um breve ensaio publicado no periódico Berliner Tageblatt, em 1919, intitulado Induktion und Deduktion in der Physik, Einstein parece reconhecer que o método científico tradicional seria insuficiente para abordar determinados problemas, e no papel do físico que reclama o lugar antes ocupado pelo metafísico, sugere à comunidade científica que assuma a intuição e a dedução analítica em seus critérios. McTaggart, alheio a este debate, através de sua análise sobre a realidade do tempo, de toda forma, auxilia a compreensão apropriada da fronteira entre Física e Metafísica, assegurando, não obstante, a cada campo sua tarefa, a cada perspectiva sua parcela da realidade do real, indicando o parentesco entre os dois ângulos que, no limite, são complementares. O fenômeno do tempo se mostra exemplar para o efeito comparativo entre os dois pontos de vista, tanto porque o tempo é a raiz de todo problema metafísico quanto porque o tempo, quando abordado pela ciência física, não produz nenhum conhecimento ontológico sobre sua natureza; pois, ao passo que a Física determina a grandeza real do tempo, sua medida, é somente a Metafísica que estabelece sua essência, qual seja a contradição. Como contradição — remeto aqui ao estudo excepcional de Carlos Cirne-Lima Sobre a Contradição (1996), sem me esquecer das contribuições decisivas de Newton da Costa, Graham Priest e Francesco Berto —, o tempo existe somente e na medida que deixa de existir ou não é mais, quer dizer, tempo é a paradoxal negação de si — fator do tempo rigorosamente estudado por G. W. F. Hegel. Como resultado, a realidade do tempo, devido à sua lógica incoerente, contraditória, evidencia-se inconsistente após a crucial investigação de McTaggart. Nos termos do metafísico, entretanto, isso não exatamente concorreria para a conclusão de que o tempo inexiste. Existência e realidade são dois termos diferentes, de acordo com as primeiras páginas do tratado sobre a natureza da existência (1921, seções 1 a 23) de McTaggart. Do ponto de vista da lógica, em suma, uma proposição pode ser considerada real ou irreal sem obrigatória relação com algo que exista, isto é, pode-se deliberar sobre a realidade de maneira verdadeira sem necessariamente se referir a algo existente. É universalmente aceito que tudo que existe deve ser real, ao passo que, mesmo assim, há realidades que não existem (1921, seção 1) — basta pensar na matemática. Para McTaggart, o tempo é irreal, mas a manifestação das contradições do tempo reflete sua existência. Em outras palavras, a despeito do tempo ser irreal, visto que é fundamentalmente incomensurável – não se pode medi-lo, devido a sua condição imprecisa —, porque sua essência é o paradoxo ou o contrassenso, essa mesma contradição deve existir para que sua irrealidade prevaleça enquanto sua natureza metafísica. Isso posto, da crítica à Metafísica e da conclusão sobre a irrealidade do tempo organizadas por McTaggart, procede a formalização da essência de todo fenômeno temporal: não a sua medida, mas a contradição. O que efetivamente é abstrato e contraintuitivo, por fim, reflete a condição existencial à qual toda ontologia está sujeita, como se lê nos versos de Jorge Luis Borges, em Nueva refutacíon del tiempo, ensaio de 1946:

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O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio;

é um tigre que me destroça, mas eu sou o tigre;

é um fogo que me consome, mas eu sou o fogo.

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O autorretrato de Borges, após ter ficado cego (Publicado desta forma em 1976 pela Paris Review, até então só tendo sido visto de cabeça para baixo)

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Referências

Albert Einstein. Zur Elektrodynamik bewegter Körper. Annalen der Physik 17, 1905.

Alfred N. Whitehead. Process and Reality. New York: The Free Press, 1978 [1929].

Carlos R. V. Cirne-Lima. Sobre a Contradição. Porto Alegre: Edipucrs, 1996.

Carlo Rovelli. L’ordine del tempo. Milano: Adelphi, 2017.

George Jaroszkiewicz. Images of Time. Oxford: Oxford University Press, 2016.

J. M. E. McTaggart. The Unreality of Time, Mind 17, 1908.

________________. The Nature of Existence (volume I). Cambridge: Cambridge University Press, 1921.

________________. The Nature of Existence (volume II). Cambridge: Cambridge University Press, 1927.

Ludwig Wittgenstein. Logisch-philosophische Abhandlung. Tractatus logico-philosophicus. (ed. Wilhelm Ostwald), Annalen der Naturphilosophie 14, 1921.

Martin Heidegger. Sein und Zeit. In: Gesamtausgabe (band 2). Frankfurt am main: Vittorio Klostermann, 1977 [1927].

P. J. Zwart. About Time. Amsterdam: North-Holland Pub. Co, 1976.

Robert Weingard. Relativity and the Reality of Past and Future Events. The British Journal for the Philosophy of Science 23, 1972.

Werner Heisenberg. Über den anschaulichen Inhalt der quantentheoretischen Kinematik und Mechanik. Zeitschrift für Physik 43, 1927.

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Nota:

[*] As obras de McTaggart permanecem substancialmente desconhecidas no Brasil. O artigo A irrealidade do tempo foi traduzido pelo professor César Schirmer dos Santos há poucos anos, tendo sido publicado apenas em 2014, no número 130 da revista Kriterion, da UFMG.

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Augusto Bruno de Carvalho Dias Leite

Augusto de Carvalho é Doutor em História, com ênfase em Teoria da História, pela UFMG. Desde 2017, faz parte do PPG em História da UFES, como pesquisador e professor.