O mínimo que você precisa saber para não ser um completo ideólogo

“Marx era suficientemente esperto, ou hegelianamente esperto, para saber que, se ele tivesse apenas uma parte da ciência, não estava ainda com ela. Pois a ciência não é como a Larissa, que eu pedi em namoro na quinta série e me disse que ‘ia pensar’, já há mais de trinta anos. A ciência é mais como um matrimônio, no qual se diz sim; e então uma nova fase começa. Só que, no caso dos filósofos, são eles que ainda estão pensando”. Por Arthur Grupillo, o mínimo que você precisa saber para não ser um completo ideólogo.

Read more

Em defesa da filosofia

Em tempos de confusão entre os tipos de argumentos que permitem uma avaliação crítica e moral de fatos históricos, Filipe Campello articula uma defesa da filosofia, tão deixada de lado em debates recentes.

“Precisamos abandonar uma visão essencialista da história, de pretender que o passado traga em si respostas para o futuro, e assim poder encontrar na filosofia a possibilidade de abrir novas perspectivas e novos vocabulários para alargamento de nossa imaginação política. Apesar de suas contradições, é isso que vejo como estimulante no que chamo de aposta liberal: assumir de maneira incontornável o conflito próprio da pluralidade de visões de mundo. Esse é um tipo de postura que inclusive permite a crítica interna aos efeitos colaterais das ideais liberais sem precisar recorrer às mesmas imagens do passado.”

Read more

Agostinho e o imago Dei no Ocidente

“Qual será o saldo civilizacional para uma sociedade que, cada vez mais, recusa suas origens, seus alicerces?” Em tempos de “uma disputa ideológica entre extremos que em nada representam nossos avanços nas concepções de igualdade e liberdade” — em tempos de barbárie das guerras culturais, de utopias modernas, de um pelagianismo de Estado que marca a intromissão de César na esfera que pertence a Deus —, cumpre revisitar o bispo de Hipona. Agostinho e o imago Dei no Ocidente, por Leandro Bachega.

Read more

Irracionalismos identitários

“Houve uma mudança tão radical no discurso dos movimentos feminista, negro e gay das últimas décadas que algumas das teses centrais de líderes negros, gays e feministas do passado são hoje abertamente tidas como racistas, homofóbicas e misóginas.” Para o Prof. Rogério P. Severo, “é preciso separar as reivindicações legítimas por justiça e igualdade de oportunidade pleiteadas por mulheres, negros e gays das aberrações intelectuais que se imiscuíram nesses movimentos.”

Read more