Por que um cético tomaria vacina

“Hume nos ensinou que a exigência de uma certeza absoluta para a ciência não é científica, mas metafísica. Portanto, dogmática. E essa exigência não altera o funcionamento prático da ciência. Essa é a razão pela qual a física de Newton prosperou e foi adotada independente da metafísica de Newton.” Para Érico Andrade, o verdadeiro dogmatismo é rejeitar “a forma mais racional de lidar com a pandemia que só está na iminência de acabar para quem nunca acreditou que ela sequer existisse”.

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O problema dos universais

“Perante duas folhas brancas de papel, parece razoável considerar que têm em comum várias propriedades, incluindo a brancura. Porém, como explicar que a mesma entidade, a brancura, esteja aparentemente presente nos vários particulares brancos?” Um ensaio do Prof. Desidério Murcho sobre o chamado problema dos universais, esclarecendo os conceitos fundamentais envolvidos e discutindo as alternativas teóricas mais proeminentes.

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Por que você tem a obrigação de vacinar-se contra a Covid-19?

“É por considerar as pessoas impedidas de serem vacinadas que a obrigatoriedade moral da vacinação deve ser assimilada como responsabilidade individual, tendo como base o dever de não prejudicar cada um dos indivíduos formadores de uma comunidade ou sociedade.” Por Isabella Passos, um ensaio sobre como a vacinação pode ser, para além de paternalismos justificados ou autocuidado, uma obrigação moral.

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O mínimo que você precisa saber para não ser um completo ideólogo

“Marx era suficientemente esperto, ou hegelianamente esperto, para saber que, se ele tivesse apenas uma parte da ciência, não estava ainda com ela. Pois a ciência não é como a Larissa, que eu pedi em namoro na quinta série e me disse que ‘ia pensar’, já há mais de trinta anos. A ciência é mais como um matrimônio, no qual se diz sim; e então uma nova fase começa. Só que, no caso dos filósofos, são eles que ainda estão pensando”. Por Arthur Grupillo, o mínimo que você precisa saber para não ser um completo ideólogo.

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Em defesa da filosofia

Em tempos de confusão entre os tipos de argumentos que permitem uma avaliação crítica e moral de fatos históricos, Filipe Campello articula uma defesa da filosofia, tão deixada de lado em debates recentes.

“Precisamos abandonar uma visão essencialista da história, de pretender que o passado traga em si respostas para o futuro, e assim poder encontrar na filosofia a possibilidade de abrir novas perspectivas e novos vocabulários para alargamento de nossa imaginação política. Apesar de suas contradições, é isso que vejo como estimulante no que chamo de aposta liberal: assumir de maneira incontornável o conflito próprio da pluralidade de visões de mundo. Esse é um tipo de postura que inclusive permite a crítica interna aos efeitos colaterais das ideais liberais sem precisar recorrer às mesmas imagens do passado.”

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