A música das canções de Dylan e Cohen
Não posso deixar de registrar minha tristeza com a morte de Leonard Cohen. Ao lado de Bob Dylan, talvez Cohen seja o compositor pop que mais me fascina.
Não posso deixar de registrar minha tristeza com a morte de Leonard Cohen. Ao lado de Bob Dylan, talvez Cohen seja o compositor pop que mais me fascina.

Tivemos um ano musical intenso neste 2016 - a despeito da crise e, por vezes, a despeito da música. O que quero dizer: com a presença de grupos extraordinários como a Filarmônica de Viena, para ficar no exemplo mais paradigmático, o ano foi recheado de perdas irreparáveis...
Após o lançamento de “Nearness" de Brad Mehldau e Joshua Redman, em setembro passado, não há dúvida que os ouvidos dos amantes de Jazz seguem a espera de “A Multitude of Angels” de Keith Jarret.

Aos 82 anos, com You want it darker, Leonard Cohen não parece disposto a abrir mão de sua busca por gravidade, desenvolvida ao longo dos cinquenta anos de carreira como músico, e desde antes como escritor: uma busca sobretudo estética.
Muito bem avaliada por vários de nossos mais prestigiosos jornais, a montagem levada atualmente pelo Theatro Municipal de São Paulo da ópera “Elektra" de Richard Strauss, dirigida por Livia Sabag, de fato merece muitos elogios.
Até os fãs de Bob Dylan provavelmente ficariam confusos se o Nobel tivesse sido dado a Leonard Cohen e, em vez de correr para as livrarias, o público estivesse abrindo seus serviços de streaming para ouvir o último disco do ganhador.
A Orquestra Simón Bolívar soa melhor quando recebida como um projeto social que como uma empreitada artística profissional.
O pianista inglês Paul Lewis chega a São Paulo esta semana para apresentar, em três dias, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, sob regência de Marin Alsop, sua integral dos concertos para piano do gênio de Bonn.

Na semana em que a Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP) recebe o pianista inglês Paul Lewis para a execução da integral dos concertos para piano do compositor alemão Ludwig Van Beethoven , o Grande Teatro do Mundo, plataforma de textos e áudios que integra o Estado da Arte, publica o testamento do gênio romântico, escrito 25 anos antes de sua morte.