Por que não podemos não nos dizer “cristãos”

Reivindicar a si mesmos o nome de cristãos é coisa que normalmente não vem desacompanhada de uma certa suspeita de piedosa unção e de hipocrisia, porque no mais das vezes a adoção do tal nome serviu à auto-complacência e para cobrir coisas assaz diversas do espírito cristão, como se poderia comprovar com referências que aqui deixamos de lado para não dar azo a juízos e contestações que nos distrairiam do objeto deste discurso. No qual se quer unicamente afirmar, com o apelo à história, que nós não podemos não nos reconhecer e não nos dizer cristãos, e que esta denominação é simples observância à verdade.

O cristianismo foi a maior revolução que a humanidade jamais realizou: tão grande, tão abrangente e profunda, tão fecunda de consequências, tão inesperada e irresistível em seu atuar-se, que não espanta que tenha aparecido e que ainda possa aparecer como um milagre, uma revelação do alto, uma intervenção direta de Deus nas coisas humanas, que Dele receberam lei e um sentido de fato novo. . . .

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