Progresso no vale dos desavisados

Still de “Fortschritt im Tal der Ahnungslosen” (Progresso no Vale dos Desavisados). | Foto (detalhe) © Progresso no Vale dos Desavisados

por Andrea D’Addio

Contar a história da Alemanha Oriental por meio de um grupo de refugiados sírios reunidos em um “curso de integração”: é essa a estratégia narrativa escolhida por Florian Kunert em seu Fortschritt im Tal der Ahnungslosen (Progresso no Vale dos Desavisados). O título remete a uma região da Saxônia, ao leste de Dresden, que nos tempos da RDA mantinha a maior distância tanto da Alemanha Ocidental quanto de Berlim Ocidental. Ali não chegava qualquer sinal de transmissão de televisão ou rádio de mídias ocidentais.

As únicas informações recebidas eram aquelas filtradas pela censura do regime. “Porque de nada sabíamos, éramos mais felizes que os outros”, conta uma mulher. “O sistema de agora, mesmo que não pareça, é muito mais brutal. Quando caminho pelas ruas de Berlim ou Hamburgo, vejo muitos desabrigados e muito desespero. Isso não tinha na RDA”, confirma outro entrevistado.

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A cobertura da Berlinale 2019 é uma parceria entre o Goethe-Institut e o Estado da Arte.