Antipolítica como projeto

“Chamem-no de homofóbico, racista, misógino — só não podem chamá-lo de corrupto”. Por Pedro Augusto Pinto, uma análise da evolução de algumas constantes discursivas que acompanharam, na última década, a gestação e o desenlace de uma crise que implicou não a superação de suas causas estruturais, mas, pelo contrário, justamente o seu reforço.

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O Chile e seu desafio constitucional

“A aprovação do plebiscito chileno em favor da convocação de uma Constituinte exclusiva tem duas facetas. Por um lado, foi uma manifestação da soberania do povo chileno. Por outro, faz sentido alterar as regras de funcionamento da sociedade chilena num período de pandemia, de crise econômica e de tendência de esvaziamento da própria ideia de soberania?” Por José Eduardo Faria, uma reflexão sobre o Chile e seu desafio constitucional.

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Lições para um chamado da liberdade

Em tempos de populismo iliberal, antipluralista e autoritário, “a defesa da democracia liberal exige o exercício concreto de seus princípios: a capacidade reflexiva, a consciência de que nossa tribo está sempre longe da perfeição, a coexistência pacífica, o amor à diversidade humana.” Por Mano Ferreira, uma (auto)crítica liberal — e as lições para um chamado da liberdade.

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José Eduardo Faria: Vacina, ciência e democracia

“Ao afirmar que a vacina contra a Covid-19 não é obrigatória e ao rejeitar num contexto de emergência vacinas chinesas, por razões políticas e ideológicas, o presidente da República mais uma vez mostrou o tamanho da simbiose entre ignorância e arrogância que sempre o caracterizou. Com a rejeição à obrigatoriedade da vacina e a aversão à ‘vacina chinesa’, contudo, ele conseguiu, paradoxalmente, chamar a atenção para a importância do saber científico.”

Um ensaio do Prof. José Eduardo Faria sobre vacina, ciência e democracia.

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O Brasil em pé de guerra: o que Machado de Assis tem a nos dizer sobre isso?

“Não há mais situação plausível em que não metamos política na conversa. Estamos todos nos acostumando, e por isso não preciso me estender no ponto, com o hábito de perder amigos antigos e queridos, fazer inimigos de desconhecidos, ou determinar novas amizades por causa da política.” André Chermont de Lima explora nossas circunstâncias, de uma colérica ‘politização’ da sociedade, a partir de Esaú e Jacó, de Machado de Assis. “Se tal exploração não der em nada, teremos pelo menos feito a boa ação de resgatar uma das peças mais subestimadas de nossa literatura.”

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Uma visão liberal sobre o processo seletivo da Magalu

“Assim como o amor pela autonomia individual nos leva a lutar para limitar as injustiças do Estado que atacam as nossas liberdades, este mesmo amor precisa nos fazer lutar contra as barreiras sócio-raciais injustas que perduram no nosso país”, afirma Mano Ferreira — em uma defesa liberal de um processo que busque responder aos movimentos por inclusão e diversidade.

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Pandemia, conflitos de valores e política

“A pandemia, com seu enorme custo social e de vidas, poderá produzir algumas consequências positivas — se a sociedade brasileira for capaz de se apropriar dos novos impulsos que ela gerou.” Uma análise do Prof. Bernardo Sorj sobre política e conflitos de valores na pandemia; um ensaio que busca um pouco de distanciamento para analisar nossa crise em todas suas circunstâncias — inclusive a do pluralismo valorativo.

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As camadas da crise e os valores democráticos essenciais

“Durante e após a epidemia, o esforço de preservar o estado democrático, as liberdades fundamentais, a ordem legal e a paz social estará além e aquém do habitual conflito entre a direita e a esquerda. É um esforço por sobrevivência que exige que nos voltemos a valores e sentimentos essenciais.” Um ensaio do Prof. Arthur Alfaix Assis sobre as várias camadas de nossa crise e os valores elementares daquilo a que chamamos de civilização.

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Sobre os valores do liberalismo

Quais são os valores do liberalismo? “A despeito da dificuldade em caracterizar e definir uma doutrina tão complexa e já tão longeva como o liberalismo”, o Prof. Denis Coitinho procura “destacar suas ideias centrais, considerando tanto o liberalismo clássico quanto o contemporâneo”. “O liberalismo”, assim, “é uma teoria política, moral e econômica que defende o progresso da humanidade, a neutralidade ética estatal, a tolerância como virtude pública central e o livre mercado com justiça social.”

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Camisas verdes, ontem e hoje: um olhar histórico para nosso tempo

“No momento em que vivemos a experiência de tentativa de implementação de uma democracia iliberal no Brasil, retomarmos a história do Integralismo de Plínio Salgado e as reminiscências no imaginário da direita autoritária brasileira é um passo fundamental.” Por Rodrigo Coppe, uma resenha do recém-publicado ‘O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo’, de Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto.

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Recordando Mário Soares e os bons velhos tempos

“Nos bons velhos tempos, uma das mais estimulantes observações de Mário Soares era que, em democracia, o pêndulo tem de ter espaço para se mover tranquilamente — um pouco mais para a esquerda hoje, um pouco mais para a direita amanhã.” Recordando Mário Soares e os bons velhos tempos, contra o clima tribal de nossa época, as recomendações de leitura do Professor João Carlos Espada, OBE. (Publicado originalmente no Observador.)

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O fascismo em camisas verdes

O Estado da Arte, em parceria com o Projeto Bolsonarismo: o Novo Fascismo Brasileiro, do Labô/PUC-SP — coordenado pelos professores Luiz Felipe Pondé e Eduardo Wolf —, apresenta fragmentos da obra O Fascismo em Camisas Verdes: do Integralismo ao Neointegralismo, de Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto. Lançado pela FGV Editora, a obra é, como Octavio Guedes anuncia em seu prefácio, mais que um livro de história: é “um belo trabalho de investigação, um manual para se entender o Brasil de hoje”.

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A agenda pós-pandemia: cinco itens

“Quando a Covid-19 passar e o país tomar consciência da distância entre os problemas socioeconômicos por ela acarretados e a efetividade das leis em vigor, o ultraliberalismo da equipe econômica do atual governo terá de voltar para as gavetas de onde jamais deveria ter saído e a rediscussão do papel do Estado nacional e dos direitos estará na ordem do dia.” Para o Prof. José Eduardo Faria, cinco pontos são essenciais nesse debate.

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A metamorfose: a palavra e o ódio

“Os mecanismos para driblar a autocondenação vão desde santificar a ação por nobres propósitos ideológicos, políticos e sociais a eufemismos: uma linguagem que produz uma névoa semântica para esterilizar os atos violentos e contornar a culpabilidade.” Um ensaio de Celina Alcântara Brod sobre a força do rótulo no desengajamento que foge à responsabilidade moral individual. “Nosso mal-estar da política, está, e não é de hoje, nessa constante fabricação de um inimigo sem rosto.”

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A reforma política é o remédio para a corrupção?

“Qualquer pessoa que acompanha o debate público brasileiro sabe que reforma política volta e meia está de novo na pauta.” Segundo o cientista político Pedro Vicente de Castro, “a ciência política dá razões para que sejamos céticos a respeito desse remédio”. Um ensaio que lança uma luz sobre nosso sistema eleitoral e sobre o que talvez (não) resolva alguns de seus problemas.

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Bernardo Sorj: “No Brasil, o discurso reacionário apresenta caraterísticas próprias; sendo parcos os inimigos, eles tiveram que ser inventados”

O Professor Bernardo Sorj, diretor do Centro Edelstein de Pesquisas Sociais e do Projeto Plataforma Democrática, acaba de lançar seu novo livro: ‘Em que mundo vivemos?’, uma reflexão muito oportuna sobre as conflituosas e complementares relações entre dois fenômenos constitutivos do mundo contemporâneo — a democracia e o capitalismo. Gentilmente, o Professor Sorj atendeu o Estado da Arte para uma conversa; na pauta, o mundo em que vivemos, o Brasil em que vivemos, esquerda e direita, populismo, autoritarismo, o governo Bolsonaro, de onde viemos e para onde podemos ir.

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A rebelião do eles: léxico, morfologia e sintaxe do fascismo bolsonarista

“Em todos os seus giros principais, o bolsonarismo extraía do lulismo seus marcos retóricos, preenchia-os com o conteúdo de extrema-direita e reinstalava-os no interior de um sistema discursivo baseado no puro fomento de antagonismo em tempo integral.” Para Idelber Avelar, “os manifestantes que abraçaram Bolsonaro em 13/03/2016 já buscavam um antipetista não tucano e não pedemebebista a quem abraçar desde 15/03/2015”. Um ensaio que busca analisar e compreender os antagonismos represados na sociedade brasileira.

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