Pandemia, conflitos de valores e política

“A pandemia, com seu enorme custo social e de vidas, poderá produzir algumas consequências positivas — se a sociedade brasileira for capaz de se apropriar dos novos impulsos que ela gerou.” Uma análise do Prof. Bernardo Sorj sobre política e conflitos de valores na pandemia; um ensaio que busca um pouco de distanciamento para analisar nossa crise em todas suas circunstâncias — inclusive a do pluralismo valorativo.

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As camadas da crise e os valores democráticos essenciais

“Durante e após a epidemia, o esforço de preservar o estado democrático, as liberdades fundamentais, a ordem legal e a paz social estará além e aquém do habitual conflito entre a direita e a esquerda. É um esforço por sobrevivência que exige que nos voltemos a valores e sentimentos essenciais.” Um ensaio do Prof. Arthur Alfaix Assis sobre as várias camadas de nossa crise e os valores elementares daquilo a que chamamos de civilização.

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Sobre os valores do liberalismo

Quais são os valores do liberalismo? “A despeito da dificuldade em caracterizar e definir uma doutrina tão complexa e já tão longeva como o liberalismo”, o Prof. Denis Coitinho procura “destacar suas ideias centrais, considerando tanto o liberalismo clássico quanto o contemporâneo”. “O liberalismo”, assim, “é uma teoria política, moral e econômica que defende o progresso da humanidade, a neutralidade ética estatal, a tolerância como virtude pública central e o livre mercado com justiça social.”

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Camisas verdes, ontem e hoje: um olhar histórico para nosso tempo

“No momento em que vivemos a experiência de tentativa de implementação de uma democracia iliberal no Brasil, retomarmos a história do Integralismo de Plínio Salgado e as reminiscências no imaginário da direita autoritária brasileira é um passo fundamental.” Por Rodrigo Coppe, uma resenha do recém-publicado ‘O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo’, de Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto.

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Recordando Mário Soares e os bons velhos tempos

“Nos bons velhos tempos, uma das mais estimulantes observações de Mário Soares era que, em democracia, o pêndulo tem de ter espaço para se mover tranquilamente — um pouco mais para a esquerda hoje, um pouco mais para a direita amanhã.” Recordando Mário Soares e os bons velhos tempos, contra o clima tribal de nossa época, as recomendações de leitura do Professor João Carlos Espada, OBE. (Publicado originalmente no Observador.)

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O fascismo em camisas verdes

O Estado da Arte, em parceria com o Projeto Bolsonarismo: o Novo Fascismo Brasileiro, do Labô/PUC-SP — coordenado pelos professores Luiz Felipe Pondé e Eduardo Wolf —, apresenta fragmentos da obra O Fascismo em Camisas Verdes: do Integralismo ao Neointegralismo, de Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto. Lançado pela FGV Editora, a obra é, como Octavio Guedes anuncia em seu prefácio, mais que um livro de história: é “um belo trabalho de investigação, um manual para se entender o Brasil de hoje”.

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A agenda pós-pandemia: cinco itens

“Quando a Covid-19 passar e o país tomar consciência da distância entre os problemas socioeconômicos por ela acarretados e a efetividade das leis em vigor, o ultraliberalismo da equipe econômica do atual governo terá de voltar para as gavetas de onde jamais deveria ter saído e a rediscussão do papel do Estado nacional e dos direitos estará na ordem do dia.” Para o Prof. José Eduardo Faria, cinco pontos são essenciais nesse debate.

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A metamorfose: a palavra e o ódio

“Os mecanismos para driblar a autocondenação vão desde santificar a ação por nobres propósitos ideológicos, políticos e sociais a eufemismos: uma linguagem que produz uma névoa semântica para esterilizar os atos violentos e contornar a culpabilidade.” Um ensaio de Celina Alcântara Brod sobre a força do rótulo no desengajamento que foge à responsabilidade moral individual. “Nosso mal-estar da política, está, e não é de hoje, nessa constante fabricação de um inimigo sem rosto.”

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A reforma política é o remédio para a corrupção?

“Qualquer pessoa que acompanha o debate público brasileiro sabe que reforma política volta e meia está de novo na pauta.” Segundo o cientista político Pedro Vicente de Castro, “a ciência política dá razões para que sejamos céticos a respeito desse remédio”. Um ensaio que lança uma luz sobre nosso sistema eleitoral e sobre o que talvez (não) resolva alguns de seus problemas.

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Bernardo Sorj: “No Brasil, o discurso reacionário apresenta caraterísticas próprias; sendo parcos os inimigos, eles tiveram que ser inventados”

O Professor Bernardo Sorj, diretor do Centro Edelstein de Pesquisas Sociais e do Projeto Plataforma Democrática, acaba de lançar seu novo livro: ‘Em que mundo vivemos?’, uma reflexão muito oportuna sobre as conflituosas e complementares relações entre dois fenômenos constitutivos do mundo contemporâneo — a democracia e o capitalismo. Gentilmente, o Professor Sorj atendeu o Estado da Arte para uma conversa; na pauta, o mundo em que vivemos, o Brasil em que vivemos, esquerda e direita, populismo, autoritarismo, o governo Bolsonaro, de onde viemos e para onde podemos ir.

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A rebelião do eles: léxico, morfologia e sintaxe do fascismo bolsonarista

“Em todos os seus giros principais, o bolsonarismo extraía do lulismo seus marcos retóricos, preenchia-os com o conteúdo de extrema-direita e reinstalava-os no interior de um sistema discursivo baseado no puro fomento de antagonismo em tempo integral.” Para Idelber Avelar, “os manifestantes que abraçaram Bolsonaro em 13/03/2016 já buscavam um antipetista não tucano e não pedemebebista a quem abraçar desde 15/03/2015”. Um ensaio que busca analisar e compreender os antagonismos represados na sociedade brasileira.

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Nosso perfeccionismo cotidiano

“O fascismo tem voltado, não pelas narrativas fraudulentas propagadas, apenas, mas pela disposição de boa parte da população mundial em lê-las, aceitar acreditar no que elas propagam e, voluntariamente, compartilhá-las em suas redes sociais e com seus contatos no telefone. Tem voltado porque, ao que tudo indica, novamente, ressurgiu a aversão à realidade — imperfeita, heterodoxa, diversa e plural, trazendo de volta o perfeccionismo como vontade generalizada de limpeza, ordem e consistência.” Um ensaio de Henrique Raskin sobre nosso perfeccionismo cotidiano.

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O conceito de ironia, constantemente referido a Bolsonaro

“Eis o cruzamento entre ironia e fascismo. Diante de múltiplas verdades e mentiras, em meio a um infinito jogo de espelhos, tornamo-nos suscetíveis à mistificação. Embora em desuso, o termo é simples: trata-se de tornar algo banal em uma coisa obscura, divina ou mágica. Ou, a título de exemplo, trata-se de tornar um chulo capitão de infantaria em uma espécie de mito, detentor de virtudes heroicas: sua vulgaridade sugere a franqueza; sua inépcia, simplicidade; suas polêmicas, bravura e martírio. Como o sedutor silencioso e irônico, no qual projetamos todas as qualidades que desejamos, personagens da laia de Jair Bolsonaro são capazes de catalisar as projeções políticas de seu eleitorado, confundindo-as e dissolvendo-as na sua própria personalidade.” Para Pedro Augusto Pinto, Jair Bolsonaro é “o melhor exemplo disponível no mercado” para ilustrar o conceito de ironia em Søren Kierkegaard.

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O Brasil se tornou mais kitsch? A estética do bolsonarismo

Será o kitsch capaz de explicar algumas das características da chamada “estética do bolsonarismo”? Assista aos vídeos do Prof. Rodrigo Cássio de Oliveira, em produção da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da UFG, em parceira com o Estado da Arte e em integração com o projeto de pesquisa Bolsonarismo: o novo fascismo brasileiro, do Labô/PUC-SP.

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O fascismo para além das dualidades no pensamento de Renzo De Felice

A partir da obra de Renzo De Felice, Vinícius Müller argumenta que a perspectiva “que obriga que qualquer interpretação sobre o fenômeno histórico do fascismo seja limitada pela cronologia” não é apenas “evitável”, como também “perde a sutileza de procurar tanto antes quanto depois o desenvolvimento e a sobrevivência de elementos da matriz fascista”. “A questão não está na impossibilidade de eles existirem antes ou continuarem existindo depois, e, sim, na sabedoria de que não podemos permitir, nunca mais, que eles tenham um contexto favorável às combinações que possam potencializá-los.” Uma publicação do Estado da Arte em parceria com o projeto Bolsonarismo: O Novo Fascismo Brasileiro, do Labô/PUC-SP.

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Juan Linz, Bolsonaro e o Presidencialismo

“Em 1990, o cientista político Juan Linz publicou um influente artigo alertando sobre riscos que via no sistema presidencialista, em especial em países com divisões políticas profundas e uma legislatura fragmentada em muitos partidos. Para quem lê seu artigo hoje, é impressionante a precisão com a qual ele parece descrever o Brasil atual, do presidente Jair Bolsonaro. Suas “previsões” vão desde a eleição em si até a relação entre os poderes, o comportamento do presidente e as dificuldades existentes para controlá-lo e, se necessário, removê-lo.”

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O Brasil dos Catrumanos: nossa realidade atual?

“A proporção e a vileza de nossa disfunção atinge proporções que já desafiam nosso vocabulário disponível, exigindo novos termos que captem essa inédita degradação humana.” Para a Prof. Kathrin Rosenfield, “regredimos para aquém da ordem dos jagunços, para aquém do patriarcal romantizado de Seu Ornelas. Para o fora da ordem dos catrumanos.”

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Reflexões sobre as Causas da Liberdade e da Opressão Social, de Simone Weil

“O período presente é uma daquelas épocas nas quais tudo o que normalmente parece constituir uma razão para viver se desvanece; em que, sob pena de se perder na confusão ou na inconsciência, devemos questionar tudo.” Em parceria com a Editora Âyiné, o Estado da Arte publica a Introdução das Reflexões sobre as Causas da Liberdade e da Opressão Social, de Simone Weil.

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