Ensaio sobre a racionalidade humana: tomada de decisão com (e sem) pandemia

“A pandemia escancara a fragilidade de nossa racionalidade. Se não aceitamos nossas limitações, não estamos aptos para assimilar uma nova evidência. Se não questionamos nossas crenças, não podemos enxergar falhas em nosso funcionamento lógico.” Um ensaio da Prof. Claudia Feitosa-Santana, sobre a racionalidade humana e a tomada de decisão — na pandemia, e para além dela também. Um ensaio que sugere a aposta em um viver mais altruístico, no infinito, independentemente do resultado dessa aposta.

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O momento de ver os pobres

“A pandemia da COVID-19 iluminou iniquidades que colocaram as pessoas pobres em maior risco de sofrimento. O Papa Francisco recentemente apontou em uma entrevista: ‘Este é o momento de ver os pobres’.” Um ensaio de Joachim von Braun, Stefano Zamagni e Marcelo Sánchez Sorondo, na AAAS, traduzido por Adriano Bechara, João Cortese e Marcos Paulo de Lucca Silveira.

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Impacto sistémico e oportunidade estratégica de uma nova crise

Como a história do século XX ilustra – e na Europa de forma evidente –, uma crise nunca tem uma via única de resolução. O futuro reconstrói-se após cada crise, quando novas oportunidades se abrem para a reinvenção com a criatividade e o livre arbítrio que só a humanidade tem para decidir como o quer moldar.

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“Arredai, mortos de Manaus!”

“Eles existem, eles não estão apenas jogados sobre a minha mesa.” A frase, em que o pronome “eles” indica um número de 428 mortos impresso num boletim de estatística, foi escrita em 1943 por um cronista inquieto e constrangido; bem que poderia ter sido dita por Jair Messias Bolsonaro, em lugar da assombrosa “E daí?”. Mas a decência e a dignidade não costumam visitar com muita frequência o presidente.

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Futuro: prognósticos e oportunidades pós-pandemia

O mundo se depara com uma nova crise e, como quase sempre, não dispõe de um saber visionário infalível, capaz de discernir qual acervo de virtudes, caprichos ou fraquezas irá, ao fim e ao cabo, prevalecer. Mas, a essa altura, depois de tantos séculos de erros e acertos, uma coisa segura talvez possa ser dita com serenidade, prescindindo de pontos de exclamação e de interrogação.

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