A República em saltos (Parte I)
A questão contemporânea, nesta quadra crítica da História da República em pleno século XXI, é se elementos análogos adaptados ao contexto podem ser vistos em suas aproximações e parcerias.
A questão contemporânea, nesta quadra crítica da História da República em pleno século XXI, é se elementos análogos adaptados ao contexto podem ser vistos em suas aproximações e parcerias.
Em tempos de crise, o imperativo cultural clássico que demanda que as humanidades humanizem talvez seja exatamente o que torna o pluralismo possível. A neutralização antropológica de uma ideia de cultura, ao postular essa neutralidade mesma, não leva à tolerância, porque incapaz de derivá-la de qualquer fundamento sólido.
Só é possível pensarmos em passagens de épocas e mudanças da História quando nosso incômodo com a realidade concreta é suficiente para questionarmos nossos valores e projeções mais abstratos. Só é bom entendedor quem entende o que veio antes.
Uma nação precisa se refazer periodicamente; a Terra, afinal, pertence aos vivos.
A atualidade da construção schmittiana de estado de exceção nos coloca um problema de elevadíssima dramaticidade.
A expressão “caminhando com o destino”, pode ser enganadora, se for dissociada das razões — morais, políticas, filosóficas — que levaram Churchill a enfrentar as batalhas cruciais que enfrentou.
Nas ruas do Equador, cadáveres se amontoam nas casas e nas ruas diante do caos funerário. Caminhões do exército na Itália transportam os corpos, que na Espanha são conservados em pistas de gelo porque não há necrotérios o suficiente. A história mostra: ninguém sai ileso de uma experiência dessas.
"Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808)", cuja segunda edição foi recentemente lançada, é daqueles marcos teóricos que polarizam as paixões.
Ao contrário do que mais de um já sugeriu, Coriolano não é uma lição a respeito do poder irresistível da nação (Roma) sobre o indivíduo; a peça, na verdade, chama atenção para os limites do “sentimento” de nacionalidade, o tal “pertencimento” que muitos julgam inseparável de nossa condição de homens civilizados.