Os 10 maiores poemas de Fernando Pessoa

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Não sei quanto a você, mas costumo ficar com uma ponta de indignação quando me deparo com uma eleição dos “maiores” ou “melhores” de qualquer coisa. Como admitir que um filme, um livro, uma canção que mudou a minha vida seja preterida em favor de outra? É difícil de demarcar a fronteira entre as preferências individuais e o juízo público. Fazer escolhas é angustiante porque implica, não propriamente incluir um número determinado de itens em uma lista, mas excluir o universo praticamente infinito das possibilidades. Sem as listas, tudo é mais leve e possível. Então por que perguntar a 16 experientes leitores de Fernando Pessoa, entre pesquisadores e escritores, quais são os seus 10 maiores poemas?

Certamente porque, além de indignarem, as listas atraem. Professores universitários e pesquisadores passam tantas horas analisando e refletindo sobre textos que, a certa altura, correm o risco de perdê-los de vista ou, simplesmente, de enjoar deles. O pecado do excesso não é menor do que o da falta. As listas têm a magia de resgatar o amador que cada um de nós nunca deveria ter abandonado, por ser um modo leve e embasado, embora sem a necessidade do famigerado aparato crítico, de reaproximação com o que nos move.

Listas nem sempre são fáceis de entender. Em muitos casos é, sim, demonstrável que uma obra de arte é mais bem realizada ou mais influente do que outra, mas em muitos outros afirmar isso é arbitrário e até leviano. Julgamentos só se estabelecem em função de valores. E as listas se tornam tanto mais complexas quanto mais variados forem os critérios adotados em sua formulação. Por vezes, o grau de perfeição, de acabamento de um texto, é mais aferível em poemas curtos e metrificados, com caráter aforismático, do que em textos muito longos. Noutras, é justamente o discurso torrencial ou enumerativo que mais evidencia a amplitude de perspectiva. Há escolhas que são previsíveis, há aquelas surpreendentes e outras verdadeiramente excêntricas. Listas podem ser úteis e divertidas, podem revelar tanto sobre o que selecionam quanto sobre quem seleciona, podem nos servir como guias ou simplesmente despertar a curiosidade. As que mais me estimulam são justamente as que conseguem equacionar, sem pesar demais para um dos lados, a visão histórica e o gosto pessoal.

Vivemos fazendo listas porque vivemos fazendo escolhas. Quando renunciamos a elas, deixamos que as façam por nós. Um professor se depara com essa tarefa angustiante ao estabelecer temas para as suas aulas. Um escritor, ao intitular um romance, um poema, ao nomear um lugar ou uma personagem. Um cozinheiro, ao formular o menu do restaurante em que trabalha. Os noivos, ao fazer a lista de convidados para a festa de casamento e, algum tempo depois, ao escolher o nome de seus filhos. Um viajante, ao traçar o itinerário de férias. Um governante, ao administrar o erário público. Um eleitor… Melhor será dizer que vivemos de fazer escolhas. São elas que nos constroem.

Uma lista talvez seja como um álbum de fotografias. Quando observamos as fotografias de uma viagem recente, é natural que lamentemos a ausência de certos lugares e encontros. A experiência gravada na memória é mais viva do que o registro fotográfico. Passados alguns anos, no entanto, serão aquelas imagens o gatilho para recuperar acontecimentos que haviam se apagado. O que parecia restringir a experiência se torna uma preciosa oportunidade para reaver o que se perdera.

Para um leitor assíduo de Fernando Pessoa, essas listas não deixarão de ser injustas e criminosamente incompletas, mas, mesmo assim, não é difícil presumir que esse leitor se renda à curiosidade de conhecer o gosto, o juízo de seus pares. E ele o fará, por vezes, com ares de surpresa, noutras correndo para reler aquele poema ao qual nunca deu a devida atenção, ou pesquisar, com embaraço, aquele outro que sequer conhecia. Em boa parte das vezes, ele percorrerá as listas disciplinadamente, buscando aprender com elas. Mas sempre haverá quem o faça com um sorriso de canto de boca – isso até que esse, porventura, irônico leitor seja convidado a fazer a sua própria lista; depois das hesitações naturais e das angustiantes exclusões que essa tarefa exige, é provável que ele deixe de ser tão rigoroso com as listas alheias.

Não convém esquecer que julgamentos são historicizáveis. O que pensamos, hoje, a respeito de um texto tem a ver com as nossas demandas de leitura e com a sua capacidade de dialogar conosco, de lançar luz sobre o nosso mundo. O Shakespeare isabelino não é o mesmo autor recuperado pelo romantismo, assim como se transformou em outro ao ganhar as telas de cinema e de televisão. Num contexto bélico, de crise política, epidêmica ou numa época socialmente convulsionada, é natural que façamos escolhas que nos ofereçam algum tipo de conforto ou compensação. Isso para não falar da história familiar ou pessoal, das conquistas e das perdas, da oscilação dos humores, das paixões, dos incômodos, das obsessões e dos temperamentos – dos fatores subjetivos que são inerentes ao julgamento. O que impediria, ainda, que esses mesmos 16 entrevistados, passados alguns anos, meses ou somente dias, formulassem listas diferentes daquelas que fizeram? Não foram poucos os que, ao me enviarem as suas listas, as relativizassem desse modo.

Embora não a tenha publicado, eu não resisti a fazer a minha própria lista, e confesso que ela foi se transformando segundo um padrão: dos dez poemas, sete permaneciam – os três primeiros, inclusive, na mesma sequência –, mas ela apresentava três vagas flexíveis, nas quais incluí e das quais excluí poemas que certamente fariam parte de uma lista com 20 textos. Se eu pedisse que me enviassem uma lista com 20 poemas, seriam dez injustiçados a menos, mas a brincadeira teria também menos graça. Quanto mais seletivas, mais interessantes são as listas.

Sem considerar a prosa e o teatro, Fernando Pessoa são, pelo menos, quatro poetas geniais. Isso não o torna imune a lugares-comuns. O poema mais votado é, por muitos, presumível, e talvez haja uma meia dúzia de outros poemas que dominariam as apostas, mas imagino que as listas dos “dez mais” da maior parte dos grandes poetas tendam a gerar mais repetições do que as de Pessoa. Se pensarmos que, se cada um dos 16 jurados votasse em dez poemas diferentes dos eleitos pelos demais, teríamos 160 poemas ao todo, chama a atenção que, excluindo-se as repetições, estas listas somem nada menos do que 80 poemas diferentes. Não conheço outro poeta que tenha equacionado com a mesma excelência diversidade e qualidade.

Pessoa, que, aliás, foi obcecado por listas, escreveu alguns conjuntos de poemas que tanto podem ser encarados como livros quanto como um único poema. Não é difícil imaginar que “O guardador de rebanhos” e “Mensagem”, caso pudessem ser votados, apareceriam na maior parte das listas, e isso despertaria menor interesse do que indicar um ou mais poemas específicos desses conjuntos. Apenas devido à presunção de sua grande reincidência, orientei os entrevistados a não selecionarem obras dessa espécie, e sim poemas específicos desses conjuntos, se fosse o caso.

Com as listas prontas, tive a ideia de formular a lista das listas, também por diversão. Como fazer isso? Escrevo este texto durante as Olimpíadas, cuja atmosfera certamente influenciou esta iniciativa. Sempre achei injusto o modo como o comitê olímpico internacional classifica os países nos jogos, privilegiando demasiadamente a medalha de ouro: uma determinada república sem qualquer representatividade esportiva, com um único superatleta que passou a vida treinando em outro país ou, então, representada por um atleta importado de outro país, obtém uma medalha de ouro, a sua única em toda a competição, e isso a deixa mais bem ranqueada do que uma nação com tradição esportiva, com dezenas de medalhas, embora nenhuma delas de ouro. Poemas não são como atletas, bem sei, mas para evitar essa disparidade que o deslumbramento pelo primeiro lugar pode gerar, usei um critério simples: pontuar de um a dez os poemas considerando a sua ordem de classificação, recebendo dez pontos o primeiro colocado, nove o segundo e daí por diante, até um ponto para o décimo. Acho esse critério mais equitativo. E tomei a liberdade de listar 20, ao invés de dez poemas, para compor essa superlista.

Não fornecerão essas listas um possível cânone pessoano de nossa época? Entre os jurados, há seis portugueses, quatro brasileiros, um moçambicano, um italiano, um francês, um norte-americano, uma polonesa e um colombiano. São seis mulheres e dez homens. Se alguém tivesse a ideia de compor um júri para votar os dez maiores textos, digamos, de Clarice Lispector, certamente a desproporção em favor das mulheres seria maior do que essa, mas, embora haja a presença de notáveis pesquisadoras em sua fortuna crítica, o universo pessoano é numericamente masculino. Se considerarmos as gerações recobertas pelos entrevistados, há entre eles nascidos em todas as décadas desde os anos trinta até os anos oitenta. Em meio a essa diversidade, o que eles apresentam em comum é serem todos, pesquisadores ou escritores, leitores experientes de Pessoa.

Antes da pandemia, quando eu encontrava por acaso meus alunos e ex-alunos na Feira do Livro da USP e calhava de trocarmos algumas palavras, eu sempre ficava interessado em saber quais livros eles carregavam em suas sacolas. Entre envergonhados e orgulhosos de suas aquisições, não é exagero afirmar que oitenta ou mesmo noventa por cento dos livros que adquiriam eram obras teóricas. Em algum momento de minha formação eu também dei mais atenção ao que os críticos diziam do que aos próprios textos literários, talvez por desconfiar que a minha capacidade de leitura estivesse muito defasada com relação à deles. Depois de um tempo isso mudou e passei a ter vontade de ler o que os críticos liam, e daí a conhecer também o que eles porventura ainda não tivessem lido. Essas listas, vindas desses grandes leitores, talvez estimulem os meus alunos a não supervalorizarem tanto a crítica com relação à literatura; melhor, quem sabe ela os instigue a se tornarem cada vez mais leitores críticos de literatura.

Mas ainda mais interessante do que isso: ao invés de fixar uma hierarquia entre os textos, elas talvez façam as vezes de um grande espelho, capaz de nos revelar a nós mesmos, isto é, os nossos valores, as nossas necessidades e preferências, como também, e não menos relevante do que isso, os nossos pontos cegos.

Aí vão — as listas e os jurados. Façam bom proveito.

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Caio Gagliardi

Professor na FFLCH e coordenador do grupo de pesquisa Estudos Pessoanos

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Fernando Pessoa (Marka/Universal Images Group via Getty Images)
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Leyla Perrone-Moisés

brasileira (1936), professora da Universidade de São Paulo, e um dos principais nomes da crítica literária do país, é autora, entre muitos ensaios de referência, de um marco da fortuna crítica pessoana, Fernando Pessoa: além do eu, aquém do outro (1982).

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Leyla Perrone-Moisés

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1º. “Ulisses” (Fernando Pessoa)

2º. “Emissário de um rei desconhecido – Passos da cruz XIII” (Fernando Pessoa)

3º. “O último sortilégio” (Fernando Pessoa)

4º. “Onda que enrolada tornas” (Fernando Pessoa)

5º. “O guardador de rebanhos II” (Alberto Caeiro)

6º. “O guardador de rebanhos XXV” (Alberto Caeiro)

7º. “Uma após uma as ondas apressadas” (Ricardo Reis)

8º. “Vem, noite antiquíssima e idêntica” (Álvaro de Campos)

9º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

10º. “Aniversário” (Álvaro de Campos)

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Teresa Rita Lopes

portuguesa (1937), professora da Universidade Nova de Lisboa, dramaturga e poeta, revelou numerosos inéditos do autor e é autora, entre ensaios e edições de referência, do pioneiro Fernando Pessoa et le drame symboliste: héritage et création (1977).

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Teresa Rita Lopes

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1º. “O Guardador de Rebanhos I” (Alberto Caeiro)

2º. ” Mestre, são plácidas” (Ricardo Reis)

3º. “Ode triunfal” (Álvaro de Campos)

4º. “O Guardador de Rebanhos II” (Alberto Caeiro)

5º. “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio” (Ricardo Reis)

6º. “Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras” (Álvaro de Campos)

7º. “O guardador de rebanhos VII” (Alberto Caeiro)

8º. “Mestre, meu mestre querido” (Álvaro de Campos)

9º. “A neve pôs uma toalha calada sobre tudo” (Alberto Caeiro)

10º. “Lá-bas, je ne sais où” (Álvaro de Campos)

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Arnaldo Saraiva

nascido em Portugal (1939), professor da Universidade do Porto, referência a respeito das conexões entre os modernismos luso-brasileiros, é autor de importantes estudos sobre Pessoa e editor de Fernando Pessoa: poeta-tradutor de poetas (1996).

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Arnaldo Saraiva

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1º. “Ela canta, pobre ceifeira” (Fernando Pessoa)

2º. “Ode marítima” (Álvaro de Campos)

3º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

4º. “Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia” (Ricardo Reis)

5º. “O Guardador de rebanhos VIII” (Alberto Caeiro)

6º. “Ulisses” (Fernando Pessoa)

7º. “Mar português” (Fernando Pessoa)

8º. “Para ser grande, sê inteiro” (Ricardo Reis)

9º. “Passagem das horas” (Álvaro de Campos)

10º. “Liberdade” (Fernando Pessoa)

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José Gil

natural de Moçambique (1939), professor da Universidade Nova de Lisboa, é um dos principais nomes da crítica pessoana, com destaque para Fernando Pessoa ou a metafísica das sensações (1987), e um dos grandes pensadores de nosso tempo.

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José Gil

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1º. “Ode marítima” (Álvaro de Campos)

2º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

3º. “Passagem das horas” (Álvaro de Campos)

4º. “A Múmia” (Fernando Pessoa)

5º. “Ela canta, pobre ceifeira” (Fernando Pessoa)

6º. “Leve, breve, suave” (Fernando Pessoa)

7º. “Autopsicografia” (Fernando Pessoa)

8º. “O guardador de rebanhos XLVII” (Alberto Caeiro)

9º. “O guardador de rebanhos XL” (Alberto Caeiro)

10º. “O Mostrengo” (Fernando Pessoa)

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Maria Helena Nery Garcez

brasileira (1943), professora da Universidade de São Paulo e uma das mais importantes pesquisadoras brasileiras da obra de Pessoa, é autora, entre muitos estudos, de ensaios seminais sobre Alberto Caeiro (1985) e Ricardo Reis, O tabuleiro antigo (1990).

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Maria Helena Nery Garcez

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1º. “Autopsicografia” (Fernando Pessoa)

2º. “Dois excertos de odes” (Álvaro de Campos)

3º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

4º. “Mestre, meu mestre querido” (Álvaro de Campos)

5º. “Aniversário” (Álvaro de Campos)

6º. “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio” (Ricardo Reis)

7º. “Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia” (Ricardo Reis)

8º. “Ela canta, pobre ceifeira” (Fernando Pessoa)

9º. “Un soir à Lima” (Fernando Pessoa)

10º. “A igreja católica cobriu como uma redoma” (Fernando Pessoa)

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Ettore Finazzi-Agrò

italiano (1950), professor da Università degli studi di Roma “La sapienza”, é autor, entre outros trabalhos, de um dos mais importantes ensaios críticos produzidos na Itália sobre o escritor, O álibi infinito – o projeto e a prática na poesia de Fernando Pessoa (1987).

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Ettore Finazzi-Agrò

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1º. “Ulisses” (Fernando Pessoa)

2º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

3º. “Aniversário” (Álvaro de Campos)

4º. “Lisbon revisited – 1926” (Álvaro de Campos)

5º. “Dormi. Sonhei. No informe labirinto” (Fernando Pessoa)

6º. “Esta velha angústia” (Álvaro de Campos)

7º. “E o esplendor dos mapas, caminho abstracto para a imaginação concreta,” (Álvaro de Campos)

8º. “Liberdade” (Fernando Pessoa)

9º. “Elegia na sombra” (Fernando Pessoa)

10º. “Não, não é cansaço…” (Álvaro de Campos)

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Fernando Cabral Martins

português (1950), professor da Universidade Nova de Lisboa, é organizador do Dicionário de Fernando Pessoa e do modernismo português (2008), ensaísta de referência e editor de várias de suas obras.

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Fernando Cabral Martins

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1º. “A espantosa realidade das coisas” (Alberto Caeiro)

2º. “O Guardador de rebanhos V” (Alberto Caeiro)

3º. “Não sei. Falta-me um sentido, um tacto” (Fernando Pessoa)

4º. “Gato que brincas na rua” (Fernando Pessoa)

5º. “Liberdade” (Fernando Pessoa)

6º. “Vem, Noite antiquíssima e idêntica” (Álvaro de Campos)

7º. “Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa” (Álvaro de Campos)

8º. “O segredo da busca é que não se acha” (in “Fausto”, Fernando Pessoa)

9º. “Vivem em nós inúmeros” (Ricardo Reis)

10º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

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Manuela Parreira da Silva

nascida em Portugal (1950), professora da Universidade Nova de Lisboa, pesquisadora do espólio de Pessoa, editou a sua correspondência, a poesia de Reis e do ortônimo e publicou Realidade e ficção: para uma biografia epistolar de Fernando Pessoa (2005).

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Manuela Parreira da Silva

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1º. “Mestre, meu mestre querido” (Álvaro de Campos)

2º. “Abdicação” (Fernando Pessoa)

3º. “Lisbon revisited – 1923” (Álvaro de Campos)

4º.  “Dois excertos de odes I” (Álvaro de Campos)

5º. “Para ser grande, sê inteiro: nada” (Ricardo Reis)

6º. “O Guardador de rebanhos I” (Alberto Caeiro)

7º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

8º. “Ode marítima” (Álvaro de Campos)

9º. “O Guardador de rebanhos VIII” (Alberto Caeiro)

10º. “Ah, toca suavemente” (Fernando Pessoa)

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Paulo Henriques Britto

brasileiro (1951), professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, é tradutor de mais de cem livros para o português, ficcionista e um dos poetas mais premiados de sua geração.

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Paulo Henriques Britto

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1º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

2º. “Autopsicografia” (Fernando Pessoa)

3º. “Poema em linha reta” (Álvaro de Campos)

4º. “Já sobre a fronte vã se me acinzenta” (Ricardo Reis)

5º. “O guardador de rebanhos VIII” (Alberto Caeiro)

6º. “Dois excertos de odes” (Álvaro de Campos)

7º. “Aniversário” (Álvaro de Campos)

8º. “Há doenças piores que as doenças” (Fernando Pessoa)

9º. “Para ser grande, sê inteiro: nada” (Ricardo Reis)

10º. “Da mais alta janela da minha casa” (Álvaro de Campos)

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Patrick Quillier

nascido na França (1953), professor da Université de Nice, é ensaísta, escritor, compositor e se inclui entre os mais profícuos tradutores de Pessoa para o francês.

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Patrick Quillier

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1º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

2º. “Ode marítima” (Álvaro de Campos)

3º. “O guardador de rebanhos XI” (Alberto Caeiro)

4º. “O guardador de rebanhos XIII” (Alberto Caeiro)

5º. “No magno dia até os sons são claros” (Ricardo Reis)

6º. “O ritmo antigo que há em pés descalços” (Ricardo Reis)

7º. “Saudade dada” (Fernando Pessoa)

8º. “Ó rapaz que deita gatos” (Fernando Pessoa)

9º. “Entre o sono e o sonho” (Fernando Pessoa)

10º. “Vous avez tiré cette histoire” (Fernando Pessoa)

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Richard Zenith

nascido nos EUA (1956) e cidadão português, o premiado tradutor é autor da monumental Pessoa – a biography (2021), editor da sua “Obra essencial” em sete volumes (Assírio & Alvim), entre muitas edições, incluindo a do Livro do desassossego.

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Richard Zenith

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1º. “A passagem das horas” (Álvaro de Campos)

2º. “Ode marítima” (Álvaro de Campos)

3º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

4º. “Autopsicografia” (Fernando Pessoa)

5º. “O guardador de rebanhos I” (Alberto Caeiro)

6º. “Vivem em nós inúmeros” (Ricardo Reis)

7º. “O guardador de rebanhos VIII” (Alberto Caeiro)

8º. “O menino da sua mãe” (Fernando Pessoa)

9º. “A morte é a curva da estrada” (Fernando Pessoa)

10º. “Ulisses” (Fernando Pessoa)

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Anna M. Klobucka

natural da Polônia (1961) e professora da Universidade de Massachussetts Dartmouth (EUA), pesquisa temas relacionados à corporalidade, ao gênero e à sexualidade em Pessoa.

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Anna M. Klobucka

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1º “Conselho” (Fernando Pessoa)

2º. “Ode marítima” (Álvaro de Campos)

3º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

4º. “O guardador de rebanhos I” (Alberto Caeiro)

5º. “Soneto já antigo” (Álvaro de Campos)

6º. “Há doenças piores que as doenças” (Fernando Pessoa)

7º. “Poema em linha reta” (Álvaro de Campos)

8º. “Antinous” (Fernando Pessoa)

9º. “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio” (Ricardo Reis)

10º. “Opiário” (Álvaro de Campos)

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Rita Patrício

portuguesa (1972), professora da Universidade de Lisboa e pesquisadora da obra de Pessoa, coeditou um volume de sua edição crítica e publicou Episódios. Da teorização estética em Fernando Pessoa (2012).

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Rita Patrício

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1º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

2º. “Lisbon revisited – 1923″ (Álvaro de Campos)

3º. “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio” (Ricardo Reis)

4º. “Grandes são os desertos, e tudo é deserto” (Álvaro de Campos)

5º. “Ela canta, pobre ceifeira” (Fernando Pessoa)

6º. “Dom Dinis” (Fernando Pessoa)

7º. “O guardador de rebanhos V” (Alberto Caeiro)

8º. “Dois excertos de odes” (Álvaro de Campos)

9º. “Gato que brincas na rua” (Fernando Pessoa)

10º. “Ode triunfal” (Álvaro de Campos)

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Marco Catalão

brasileiro (1974), poeta, dramaturgo e ficcionista, Doutor pela UNICAMP e Pós-Doutor pela USP, é um dos escritores mais polivalentes e premiados de sua geração.

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Marco Catalão

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1º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

2º. “Uns, com os olhos postos no passado” (Ricardo Reis)

3º. “Passagem das horas” (Álvaro de Campos)

4º. “Dois excertos de odes” (Álvaro de Campos)

5º. “Segue o teu destino” (Ricardo Reis)

6º. “O Guardador de Rebanhos VIII” (Alberto Caeiro)

7º. “Nada fica de nada. Nada somos” (Ricardo Reis)

8º. “Antes de nós nos mesmos arvoredos” (Ricardo Reis)

9º. “Aniversário” (Álvaro de Campos)

10º. “Ela canta, pobre ceifeira” (Fernando Pessoa)

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Jerónimo Pizarro

colombiano (1977), professor da Universidade de los Andes, é coeditor, entre muitas edições de referência, como a do Livro do desassossego, da Edição Crítica de Fernando Pessoa (INCM), da revista Pessoa plural, e diretor da “Coleção Pessoa” (Tinta da China).

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Jerónimo Pizarro

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1º. “Tabacaria” (Álvaro de Campos)

2º. “Ode Marítima” (Álvaro de Campos)

3º. “O guardador de rebanhos I” (Alberto Caeiro)

4º. “O ritmo antigo que há nos pés descalços” (Ricardo Reis)

5º. “Ulisses” (Fernando Pessoa)

6º. “Autopsicografia” (Fernando Pessoa)

7º. “Ela canta, pobre ceifeira” (Fernando Pessoa)

8º. “Sol nulo dos dias vãos” (Ricardo Reis)

9º. “Meantime” (Fernando Pessoa)

10º. “Coitadinho” (Fernando Pessoa)

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Pedro Sepúlveda

português (1982), professor da Universidade Nova de Lisboa, é autor de Os livros de Fernando Pessoa (2013), coordenador do grupo Estranhar Pessoa e da edição digital de seus projetos e publicações em vida.

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Pedro Sepúlveda

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1º. “Lisbon revisited – 1926” (Álvaro de Campos)

2º. “Conselho” (Fernando Pessoa)

3º. “Autopsicografia” (Fernando Pessoa)

4º. “O guardador de rebanhos I” (Alberto Caeiro)

5º. “Para ser grande, sê inteiro: nada” (Ricardo Reis)

6º. “Ode triunfal” (Álvaro de Campos)

7º. “O guardador de rebanhos XLVII” (Alberto Caeiro)

8º. “Chuva oblíqua” (Fernando Pessoa)

9º. “Ulisses” (Fernando Pessoa)

10º. “Vivem em nós inúmeros” (Ricardo Reis)

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(Figura 1)

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(Figura 2)

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