Os 10 Maiores Poemas da Literatura Portuguesa Contemporânea (1941-2021)

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Ler poesia?

Freio de mão na velocidade-prosa. Aqui é preciso calma. Não é uma impressão isolada a de que poesia é difícil. Muitas pessoas, incluindo leitores experientes de romances, já me fizeram esse comentário. Por saberem que sou professor de literatura, a confissão sempre me soou como um pedido de ajuda. Para não responder, basta dar um sorriso, mas às vezes também eu lhes confesso que acho, em não poucos casos, poesia difícil. Tanto a escrita há cinco séculos quanto a escrita há cinco anos tendem a me colocar desafios. A diferença substancial entre um não leitor e um leitor de poesia não está em se ter ou não dificuldade para lê-la, mas sim em se aceitar a dificuldade como parte do processo de leitura.

Ler é um decurso. Quando digo que já li determinado texto, estou mais precisamente afirmando que o interrompi ao atingir o ponto final. Ler não se acaba. Eu continuo lendo poesia. E leio sem que me pergunte por que ou para que faço isso – que são dúvidas especiosas e um tanto hipócritas. Um modo infeliz de encarar as coisas é este que reduz tudo a uma função: o alimento serve para alimentar, o sexo para procriar, o ser para povoar. E ficamos assim, desgraçados da vida. A melhor arte servirá, portanto, para desviar.

Mesmo a achando muitas vezes difícil, não leio poesia como uma penitência. Mas como uma aposta que faço em ser recompensado pela insistência. É claro que isso nem sempre acontece, mas quando calha de eu ler o poema certo na hora certa, é como se uma janela se abrisse; melhor, é como se eu ou mesmo o mundo aumentasse. E, no entanto, assim que me ponho a querer dizer o que percebi, logo me arrependo diante da insuficiência daquelas palavras das quais me vali, por não serem as próprias do poema. Vencido, proponho a mim mesmo, ou aos meus alunos, quando estamos juntos, uma releitura. A releitura é já uma experiência enriquecida pela memória da leitura anterior. É quando a iniciamos que a brincadeira realmente começa.

Nem todos os poetas são difíceis, é claro. E nem todo poeta difícil para mim será difícil para você. Por isso, é preciso descobrir, entre uma oferta praticamente incalculável, os autores que melhor se comunicam conosco. Mas à medida que o tempo passa, e vamos nos cultivando como leitores, a dificuldade tende a se tornar um ingrediente a mais, um fator de estímulo. O fácil vira fóssil.

Sem um certo grau de perseverança, há poetas dos quais nunca nos aproximaremos. É da poesia impor um novo ritmo, estabelecer um andamento diferente para as coisas. Quantas vezes determinado livro de poesia não me disse nada numa primeira leitura e, quando resolvi retomá-lo, às vezes muitos anos depois, eu mal podia compreender como aquela indiferença pôde ser possível? Muitas vezes a poesia fez com que eu me sentisse aquém dela, incapaz, diminuído diante dessa neutralidade. Um bom poema nunca nos deixa incólumes. E um bom leitor não sai do poema de braços estendidos, triunfante. Ele será nocauteado, e carregará por um bom tempo as cicatrizes de leitura.

Em geral, cabe à literatura, como à grande arte, e em especial à poesia, desacelerar o mundo. Sem a lentidão – palavra que soa como heresia na era da tecnologia –, a percepção e a memória ficam embotadas. Também é próprio da poesia redesenhar as coisas a partir de ângulos inusitados. Como ela é capaz disso? Propondo uma nova dicção, uma elocução particular. Esse estranhamento é um efeito buscado pelos poetas, um modo de tirar o leitor daquela zona de conforto para a qual a mesmice o empurrou. Quando eu desisto de um livro, de um filme, de uma série, de uma música simplesmente porque me soam estranhos, eu me concedi, preguiçosamente, o direito à repetição. A iteração apazigua, e às vezes nós só queremos simplesmente descansar. Mas ela também não leva a lugar nenhum.

É preciso conviver com a poesia. Abandonar o trânsito da pressa, que nos põe a fotografar lugares pelos quais só estamos de passagem ou ticar tarefas que realizamos desinteressadamente, apenas para nos vermos livres delas. Ler poesia é aceitar, sobretudo, a sua alta demanda de comprometimento – é preciso agir, atuar em conjunto com ela – e, não menos importante, atender ao seu convite à releitura. Alguns dos romances que mais me marcaram, eu só li uma vez, ao passo que não há nenhum poema memorável para mim que eu não tenha relido mais de dez vezes. A leitura vai se transformando numa coabitação. E daí se depreende que está longe de ser mero acaso que uma grande quantidade, se não mesmo a maior parte dos leitores e pesquisadores de poesia contemporânea seja composta por poetas, entre éditos e inéditos. Para aprender uma língua, é preciso praticá-la.

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Uma Antologia

Um leitor de poesia antologiza poemas. Mesmo os pesquisadores, que são um tipo de leitor mais sistemático e metódico, acabam gerando, de modo mais ou menos consciente, as suas próprias antologias. Uma antologia é uma memória. O que fazemos é registrar em mente uma extensa seleta de nossos autores prediletos. Quando 13 dos mais experientes leitores de poesia portuguesa contemporânea que conheço atenderam ao meu convite e formularam suas listas com os “10 maiores poemas da Literatura Portuguesa Contemporânea”, o que fizeram foi, na verdade, um recorte muito pequeno de suas vastas antologias virtuais.

A ideia de “contemporâneo” é muito flexível e reclama uma justificação. No curso de Literatura Portuguesa “Contemporânea” que dou na USP, todos os autores que lemos estão mortos há pelo menos dez anos. Isso não foi premeditado, simplesmente aconteceu. Ainda assim, eles me parecem muito atuais. A mesma disciplina, dada por uma colega de área, só apresenta autores vivos. Pensamos o “contemporâneo” com autonomia. Entre as muitas desvantagens, uma das vantagens de uma universidade grande é a diversidade.

Em se tratando da Literatura Portuguesa, adotei como critério para definir “contemporâneo” o largo período de oitenta anos que se estende de 1941 até o nosso triste 2021. Ficam de fora, portanto, a poesia de Fernando Pessoa, que, por mais contemporânea que nos seja, tenderia a ocupar demasiado espaço nessas listas, e que já mereceu as suas seleções exclusivas, bem como dos autores do Segundo Modernismo, em torno da revista Presença, fundada em 1927 e encerrada em 1940. “Contemporâneo” é, neste caso, sinônimo de pós-modernista (não “pós-moderno”). Mas esse não é, é bom repetir, um critério indiscutível; é apenas o que adotei.

A maioria dos entrevistados acusou o desafio e expressou ao menos um certo grau de hesitação diante da tarefa que lhes propus: listar, se possível em ordem de preferência, “os dez maiores poemas da Literatura Portuguesa Contemporânea (1941-2021)”. Alguns projetaram um arrependimento futuro ao me enviarem as suas listas. Em meio às relativizações, um deles escreveu: “seguem os MEUS dez poemas”, frisando que se tratava de uma “escolha de hoje”. Outro chegou a me escrever: “Deus me perdoe as ausências”. Realmente, escolher apenas dez entre milhares de poemas, dentre centenas de livros de tantos poetas de diferentes gerações é um pouco torturante: “a ordem não é de preferência, já basta a enorme dificuldade de fazer essa seleção”. Numa listagem tão exclusiva, considerei que a simples menção ao poema, independentemente de sua posição nas listas, seria o bastante para estabelecer uma classificação. Alguns dos entrevistados respaldaram esse critério declarando não terem condições de estabelecer uma ordenação. Por esse motivo, as listas daqueles que deixaram isso mais claro não apresentam numerais ordinais, mas cardinais. Outros salientaram o caráter absolutamente provisório da ordenação que propuseram. Assim, ao final desta matéria, os gráficos que representam o intercruzamento das 13 listas, ao não considerarem a posição dos poemas, dos livros e dos poetas, são mais fidedignos com as escolhas.

Tão logo essas listas chegavam à minha caixa de mensagens, o que fiz imediatamente foi procurar pelos poemas que eu ainda não havia lido. Entusiasmado, acabei relendo muitos outros também. O que esses 13 extraordinários leitores nos oferecem é, não propriamente um juízo ou um veredito — nenhum deles foi sentencioso ou pretendeu hierarquizar as suas paixões —, mas sim um generoso guia, como uma janela aberta para um mundo menos reprimido, mais humano, íntegro e verdadeiro.

Que os leitores possam usufruí-lo, hoje e sempre.

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Caio Gagliardi

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Painel de azulejos, Palácio da Mitra (Foto: António Sacchetti | visitportugal.com)
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Jorge Fernandes da Silveira

Nascido no Rio de Janeiro (1944), é professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, poeta e um dos principais pesquisadores da poesia portuguesa contemporânea. A esse respeito publicou, entre muitos livros, Gastão Cruz: a moeda do tempo e outros poemas (2009), Luiza Neto Jorge: 19 recantos e outros poemas (2008), Lápide & versão: ensaios sobre Fiama Hasse Pais Brandão (2006), O beijo partido – intro. à obra de Llansol (2004), Verso com verso (2003) e Portugal maio de poesia 61 (1986).

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1º. “Camões dirige-se aos seus contemporâneos”, Assis, 11/6/1961 – Jorge de Sena (Metamorfoses, seguidas de quatro sonetos a Afrodite Anadiómena, 1963).

2º. “Recanto 4” – Luiza Neto Jorge (Dezanove recantosepopeia sumária, 1969).

3º. “Área branca/17”, setembro de 76 – Fiama Hasse Pais Brandão (Área branca, 1978).

4º. “Soneto” – Carlos de Oliveira (Cantata, 1960).

5º. “Substância escura” – Gastão Cruz (O pianista, 1984).

6º. “As palavras interditas” – Eugénio de Andrade (As palavras interditas, 1951)

7º. “Estou vivo e escrevo sol” – António Ramos Rosa (Estou vivo e escrevo sol, 1966)

8º. “Ácidos e óxidos” – Ruy Belo (Boca bilingue, 1966)

9º. “Pátria” – Sophia de Mello Breyner Andresen (Livro sexto, 1962)

10º. “nunca mais quero escrever numa língua voraz” – Herberto Helder (Servidões, 2013)

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Teresa Cristina Cerdeira

​Nascida no Rio de Janeiro (1949), professora titular de Literatura Portuguesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora do trabalho precursor José Saramago entre a história e a ficção: uma saga de portugueses (1989), e dos livros de ensaios Formas de ler (2020), A mão que escreve (2014), A tela da dama (2013) e O avesso do bordado (2000), entre outros trabalhos, além de ter sido ​editora da revista Metamorfoses (UFRJ) entre 2005 e 2011.

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1º. “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”, 1959 – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

2º. “Re(li)gata”, 1966 – David Mourão-Ferreira (Do tempo ao coração, 1966)

3º. “‘La Cathédrale engloutie’ de Debussy”, 1964 – Jorge de Sena (Arte de Música, 1968)

4º. “Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal” – Sophia de Mello Breyner (Mar novo, 1968)

5º. “Notícias do bloqueio” – Egito Gonçalves (A viagem com o teu rosto, 1958)

6º. “Conheço o sal”, 1973 – Jorge de Sena (Conheço o sal e outros poemas, 1974)

7º. “Eu sabia por ela as estações” – Helder Macedo (Viagem de inverno, 1994)

8º. “Romance de Amalfi (‘Lúcidos lugares’)” – David Mourão-Ferreira (Órfico ofício, 1978)

9º. “Erguido amigo dos projectos latos” – Helder Macedo (Viagem de inverno, 1994)

10º. “‘O balouço’ de Fragonard”, 1961 – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

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Horácio Costa

Nascido em São Paulo (1954), poeta com mais de uma dezena de livros editados no Brasil e no exterior, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, publicou A Palavra Poética na América Latina: avaliação de uma geração (1992), o estudo de referência José Saramago: o período formativo (1997), a reunião de ensaios Mar aberto (1998) e antologias traduzidas de Otavio Paz e José Gorostiza, entre outras obras.

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1º. “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya” – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

2º. “Variação Primeira” – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

3º. “Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena” – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

4º. “Litoteana” (em quatro partes) – Ana Hatherly [Poemas de Eros Frenético e Contemporâneos (1968-1973), reunidos em Um Calculador de Improbabilidades (2001)]

5º. Poema 1: “Considero à vista o poema” – Fiama Hasse Pais Brandão (Área Branca, 1976-79)

6º. Poema 6: “Com saudade decido esquivar-me ao estilo” – Fiama Hasse Pais Brandão (Área Branca, 1976-79)

7º. “Os entes e os contraentes” (1971) – Alberto Pimenta (Obra Quase Incompleta, 1990)

8º. “Arti-Colazione” (inclui imagens; 1989) – Alberto Pimenta (Obra Quase Incompleta, 1990)

9º. “O mito da sereia em plástico português” (1979), Al Berto. InO Medo (1997).

10º. Quatro cantos do caos – E. M. de Melo e Castro (Brochura, 2009).

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Jorge Fazenda Lourenço

Nascido em Covilhã, PT (1955), poeta, tradutor de poesia e professor da Universidade Católica Portuguesa, é autor, entre dezenas de estudos a respeito de Jorge de Sena, do trabalho de referência A poesia de Jorge de Senatestemunho, metamorfose, peregrinação (1998), além de ter sido, entre 2009 e 2016, coordenador-editor de suas Obras Completas, publicada em muitos volumes.

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1º. “Uma pequenina luz”, 25/9/1949 – Jorge de Sena (Fidelidade, 1958)

2º. “A morte, o espaço, a eternidade”, Assis, 1/4/1961, sábado de Aleluia – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

3º. “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”, Lisboa, 25/6/1959 – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

4º. “Muriel” – Ruy Belo (Toda a terra, 1976)

5º. “Pedra de canto”, Lisboa, 4/6/1973 de madrugada – Vitorino Nemésio (Caderno de Caligraphia e outros poemas a Marga, 2003)

6º. “O amor em visita” – Herberto Helder (O amor em visita, 1958)

7º. “To a green god” – Eugénio de Andrade (As mãos e os frutos, 1948)

8º. “Catarina Eufémia” – Sophia de Mello Breyner Andresen (Dual, 1972)

9º. “You are welcome to Elsinore” – Mário Cesariny (Pena capital, 1957)

10º. “O talher” – Salette Tavares (Lex Icon, 1971)

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Clara Crabbé Rocha

Nascida em Coimbra, PT (1955), professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, publicou o trabalho de referência Revistas literárias do século XX em Portugal (1985). Entre seus ensaios, destacam-se O essencial sobre Michel de Montaigne (2016), O essencial sobre Mário de Sá-Carneiro (2017), O cachimbo de António Nobre e outros ensaios (2003), Máscaras de Narciso. Estudos sobre a literatura autobiográfica em Portugal (1992), entre outros estudos.

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1º. “Pátria” – Sophia de Mello Breyner Andresen (Livro Sexto, 1962)

2º. “Dies Irae” – Miguel Torga (Cântico do Homem, 1950)

3º. “Um adeus português” – Alexandre O’Neill (No Reino da Dinamarca, 1958)

4º. “O Poema/I” – Herberto Helder (A Colher na Boca, 1961)

5º. “Não posso adiar o amor para outro século” – António Ramos Rosa (Viagem Através duma Nebulosa, 1960)

6º. “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”, 1959 – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

7º. “As palavras” – Eugénio de Andrade (Até Amanhã, 1956)

8º. “Senhora das tempestades”, 1996 – Manuel Alegre (Senhora das Tempestades, 1998)

9º. “Casa do ser”, 1959 – Vitorino Nemésio (O Verbo e a Morte, 1959)

10º. “Todas as palavras” – Manuel António Pina (Atropelamento e Fuga, 2001).

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Mauricio Salles Vasconcelos

Natural do Rio de Janeiro (1956), professor de Literaturas Comparadas de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo, poeta, ficcionista e ensaísta. Seus livros mais recentes são Avital Ronell – A questão, o escândalo, a cultura test drive (2019), Postar (Popstar), romance de 2019 assinado com o pseudônimo Teti Conrado; Desde os anos 2000 (Minha Vida), poesia, publicado em 2020, e Seriado (romance, de 2021).

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1º. “Com uma pera, dou-lhe um nome de erro” – Herberto Helder (Do mundo, 1994).

2º. “Vat 69” – Ruy Belo (Homem de Palavra(s), 1969).

3º. “De ombro na ombreira” – Alexandre O’Neill (De ombro na ombreira, 1969).

4o. “Mito” – Carlos Alberto Machado (Mito, 2001).

5º. “A ideia de árvore que pertence ao arbusto” – Fiama Hasse Pais Brandão (Novas visões do passado, 1975).

6o. “Opera Commedia” – José Emílio-Nelson (Bufão, 2004).

7o. “Saudação a Álvaro de Campos” – Raquel Nobre Guerra [Groto Sato (mais duas marchinhas),2013].

8º. “Cintilação” – Silvina Rodrigues Lopes (Sobretudo as vozes, 2004).

9º. “miúda-cobre” – Daniel Lourenço (Lábio/Abril, 2015).

10º. “Quem, se eu gritar,/ me concede/a profundeza inversa deste céu” – Ana Hatherly (Rilkeana, 1999).

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Ida Alves

Natural do Rio de Janeiro (1960), professora titular de Literatura Portuguesa da Universidade Federal Fluminense, colidera os Grupos de Pesquisa Estudos de Paisagem nas literaturas de língua portuguesa e Poesia e contemporaneidade. Co-organizou, entre dezenas de livros, Trabalho poético, Carlos de Oliveira (2021), Paisagens em movimento (2021), Relações luso-brasileiras imagens e imaginários (2019), Poesia contemporânea e tradição Brasil-Portugal (2017).

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1º. “Estalactite” (série de poemas) – Carlos de Oliveira (Micropaisagem, 1968).

2º. “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya” – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

3º. “Um adeus português” – Alexandre O’Neill (No reino da Dinamarca – Poesia e Verdade, 1958)

4º. “Algumas proposições com pássaros e árvores que o poeta remata com uma referência ao coração” – Ruy Belo (Homem de Palavra[s], 1970)

5º. “O texto de Joan Zorro” – Fiama H. P. Brandão (Era, 1974)

6º. “Aos amigos” – Herberto Helder (Lugar, 1962)

7º. “You are welcome to Elsinonere” – Mário Cesariny (Pena capital, 1957)

8º. “O poema ensina a cair” – Luiza Neto Jorge (O Seu a Seu Tempo, 1966)

9º. “Poema 1 na praia sob um chapéu à Hockney” – João Miguel F. Jorge (Direito de Mentir, 1978)

10º. “Ben Ammar, de Silves (M. 1086)” – Nuno Júdice (O movimento do mundo, 1996)

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Carlos Mendes de Sousa

Nascido em Angola (1960), professor de Literatura Brasileira na Universidade do Minho, é autor de Clarice Lispectorfiguras da escrita (2000), O nascimento da música – a metáfora em Eugénio de Andrade (1992), além de organizador de Cartas para Miguel Torga (2020), do volume III das Obras completas de Eduardo Lourenço (2016), e da obra poética de Sophia Andresen (2015), entre outros trabalhos.

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1º. “II – Minha cabeça estremece com todo o esquecimento” – Herberto Helder (Poemacto, 1963).

2º. “Cíclades”, 1972 – Sophia de Mello Breyner Andresen (O nome das coisas, 1977).

3º. “Sumário lírico”, Maio de 1998 – Fiama Hasse Pais Brandão (Cenas vivas, 2000).

4º. “Litania” – Eugénio de Andrade (Até amanhã, 1956).

5º. “Ao regressar episodicamente a espanha, em agosto de 1534, garcilaso de la vega tem conhecimento da morte de dona isabel freire” – Ruy Belo (Toda a terra, 1976).

6º. “You are welcome to Elsinore” – Mário Cesariny de Vasconcelos (Pena capital,1957).

7º. “A magnólia” – Luiza Neto Jorge (O seu a seu tempo, 1966).

8º. “Em Creta com o minotauro”, 5. 7. 1965 – Jorge de Sena (Peregrinatio ad loca infecta, 1969).

9º. “Pedra de canto”, Lisboa, 4.6.1973 – Vitorino Nemésio (Caderno de caligraphia e outros poemas a Marga, Obras Completas – Volume III, 2003).

10º. “Um adeus português” – Alexandre O’Neill (No reino da Dinamarca, 1958).

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Silvana Pessoa

Professora da Universidade Federal de Minas Gerais, organizou O espantoso esplendor das coisas – leituras da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen (2019), A mão mais inundada – ensaios sobre poesia portuguesa moderna e contemporânea (2018), entre outros livros, revistas e artigos, em grande parte relacionados à poesia portuguesa do sec. XX.

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1º. “O amor em visita” – Herberto Helder (A colher na boca, 1961).

2º. “Em Creta, com o Minotauro” – Jorge de Sena (Peregrinatio ad loca infecta, 1969).

3º. “Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal” – Sophia de Mello Breyner Andresen (Mar novo, 1958).

4º. “Elogio de Maria Teresa” – Ruy Belo (Transporte no tempo, 1973).

5º. “A noite inquieta” – Carlos de Oliveira (Colheita perdida, 1948)

6º. “Meditação na pastelaria” – Alexandre O`Neill (No reino da Dinamarca, 1958)

7º “À memória de António Nobre e de Cesário Verde” – Ruy Cinatti (Memória descritiva, 1971).

8º. “Despedida” – Eugénio de Andrade (Ostinato rigore, 1965)

9º. “Roubadores” – Manuel de Freitas (Ubi sunt, 2014)

10º. “Kleist/Sophia” – Adília Lopes (A mulher-a-dias, 2002)

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Lílian Jacoto

Nascida em São Paulo (1967), é professora de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, onde pesquisa as relações entre Literatura e Ética. Organizou o livro Um Senhor Tavares: ensaios e erros (2020); co-organizou Soldado aos Laços das Constelações – Herberto Helder (2011) e escreveu, entre outros trabalhos, Da Saga à Andança Solitária: a crise da autoridade na Tetralogia Lusitana de Almeida Faria (2005).

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1º. “You are welcome to Elsinore” – Mário Cesariny (Pena capital, 1957)

2º. “Todas pálidas, as redes metidas na voz” – Herberto Helder (A Máquina lírica, 1964)

3º. “Do ciclo das intempéries” – Daniel Faria (Dos líquidos, 2000)

4º. “Lápides” (“Os louvores”) – Fiama Hasse Paes Brandão, (Cenas vivas, 2000)

5º. “Vem à quinta-feira…” – Filipa Leal (Vem à quinta-feira, 2016)

6º. “Gnossienne Nº 1” – Rui Pires Cabral (Música antológica & Onze cidades, 1997)

7º. “na hora de pôr a mesa, éramos cinco:” – José Luis Peixoto (A Criança em ruínas, 2001)

8º. “Hoje no elevador descobri o seu nome” – João Miguel Queirós (Poetas sem qualidades, 2002)

9º. “Inferno VIII” – Pedro Eiras (Inferno, 2020)

10º. “Sub rosa” – Manuel de Freitas (A nova poesia portuguesa, 2010)

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Joana Matos Frias

nascida no Porto, PT (1973), ensina Literatura Portuguesa Contemporânea na Universidade de Lisboa. É autora de O Murmúrio das Imagens vols. I e II (2019), Cinefilia e cinefobia no Modernismo português (vias e desvios) (2015), Repto, rapto (2014), O erro de Hamlet. Poesia e dialética em Murilo Mendes (2002), entre outros trabalhos relacionados à poesia contemporânea.

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1º. “Corpo Visível”, 1950 – Mário Cesariny (Corpo visível, 1950)

2º. “A morte, o espaço, a eternidade”, 1961 – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963);

3º. Poemacto, 1961 – Herberto Helder

4º. “Opressão”, 1970 – Alexandre O’Neill (Antologia de poesia concreta em Portugal, 1973)

5º. “Descrição da guerra em Guernica”- Carlos de Oliveira (Entre duas memórias, 1971)

6º. O Ciclópico Acto, 1972 – Luiza Neto Jorge

7º. A Margem da Alegria, 1974 – Ruy Belo

8º. Quatro Caprichos,1999 – António Franco Alexandre

9º. “Teoria da realidade, tratando-a por tu”, – Fiama Hasse Pais Brandão (Cenas Vivas, 2000)

10º. Uma Viagem à Índia, 2010 – Gonçalo M. Tavares (Uma Viagem à Índia, 2010)

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Luis Maffei

Natural do Rio de Janeiro (1974), é poeta, autor de diversos títulos, entre os quais Signos de Camões (2012) Via (2019). Professor de Literatura Portuguesa da Universidade Federal Fluminense, realiza extensa pesquisa sobre a poesia portuguesa contemporânea. Publicou, entre outros, Do mundo de Herberto Helder (2017), Manuel de Freitas (2015), Despejo quieto – ensaios sobre poesia portuguesa (2015).

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1º. 39 (“[Quando eu vir vaguear por dentro da casa]”), Fevereiro 77 – Fiama Hasse Pais Brandão (Área branca, 1978)

2º. “Filmes pornográficos”, 13/10/1972 – Jorge de Sena (Conheço o sal… e outros poemas,

1974)

3º. “Minibiografia” – Luiza Neto Jorge (A lume, 1989)

4º. “Lisboa”, 1972 – Sophia de Mello Breyner Andresen (O nome das coisas, 1977)

5º. “Vat 69” – Ruy Belo (Homem de palavra(s)), 1970)

6º. “Texto 3” – Herberto Helder (Antropofagias, 1971)

7º. “Os namorados pobres” – Adília Lopes (Caderno, 2007)

8º. “Segredo” – Maria Teresa Horta (Minha senhora de mim, 1971)

9º. “O requiem de Fauré” – Gastão Cruz (A moeda do tempo, 2006)

10º. 1 (“[Fosses tu deus, seria eu santo]”) – António Franco Alexandre (Duende, 2002)

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Leonardo Gandolfi

nascido no Rio de Janeiro (1981), é poeta, professor da Universidade Federal de São Paulo e idealizador da Luna Parque Edições. Autor de consistente obra poética, organizou a antologia de Manuel António Pina O coração pronto para o roubo (2018), publicou o ensaio Manuel António Pina (2020) e organizou números da Revista do Centro de Estudos Portugueses (UFMG, 2014), e-Lyra (UP, 2017) e Cadernos de Letras (UFF, 2020).

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1º. “o António Ramos Rosa estava deitado na cama contra a parede” – Herberto Helder (Poemas Canhotos, 2015)

2º. “Fala de um homem afogado ao largo da senhora da guia no dia 31 de agosto de 1971” – Ruy Belo (Toda a Terra, 1976)

3º. “O texto de João Zorro” – Fiama Hasse Pais Brandão (O texto de João Zorro, 1974)

4º. “Diana of love” – Rui Pires Cabral (Capitais da Solidão, 2006)

5º. “Eu quero foder foder” – Adília Lopes (Florbela Espanca Espanca, 1999)

6º. “Estalactite” – Carlos de Oliveira (Micropaisagem, 1968)

7º. “Ludwig W. em 1951” – Manuel António Pina (Nenhuma Lembrança e Nenhuma Palavra, 1999)

8º. “Pedaços de vinil com lama” – Manuel de Freitas (Beau Séjour, 2003)

9º. “Camões dirige-se a seus contemporâneos” – Jorge de Sena (Metamorfoses, 1963)

10º. “Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal” – Sophia de Mello Breyner Andresen (Mar Novo, 1958).

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(Reprodução)

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(Reprodução)

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