Para além das urnas eletrônicas: a segurança política das eleições no Brasil

“De todas as controvérsias e conspirações que envolvem o bolsonarismo, talvez o questionamento das urnas eletrônicas e da lisura do processo eleitoral seja a mais absurda”. Por Caio Vioto, um ensaio sobre nossa poliarquia, onde “a própria configuração do sistema político-partidário constrange as possibilidades de que ocorram eleições fraudulentas”.

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A obra de Reinhart Koselleck como antídoto à vergonha

Pode ou deve uma experiência particular mudar o modo como cada um de nós enxerga a História? Seja como for, e a partir da obra de Reinhart Koselleck, Vinícius Müller argumenta que “aquilo que aconteceu deve ser indissociável da honestidade de nossos métodos, todos eles contaminados pelos nossos julgamentos”; aquilo que define o nosso modo de contar a História, assim como os próprios elementos que ocorreram na História, só podem ser compreendidos se vistos em seus tempos diferentes”. Afinal, “o reconhecimento de que a História é feita a partir de nossos julgamentos não nos livra da busca pela reconstrução da verdade daquilo que aconteceu.”

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Rei morto, poema posto

“O presente constantemente produz o seu passado e o seu futuro. Quando lemos uma história literária escrita no século XX, estamos lendo o século XX produzindo outros séculos como passados distintos.”

A partir de dois sonetos monarquistas escritos em português sobre a morte de Luís XVI, Caio Cesar Esteves de Souza como “passado e o futuro são nossas abstrações, frutos do nosso tempo”.

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Erotismo e Holocausto

“Os filhos da segunda geração de sobreviventes cresceram com o mito Auschwitz velado. É característica da relação dos sobreviventes com seus filhos uma certa dificuldade de relacionamento, carinho, excesso de zelo e muito silêncio. Vergonha, trauma e limitação para contar o que aconteceu constituem paradigmas difíceis de serem enfrentados pelos sobreviventes. Permeados por histórias, livros, relatos truncados e muitas dúvidas, a segunda geração atinge a puberdade sem compreender seus pais e Auschwitz. É nesse contexto conturbado que se cria esse imaginário pornográfico na sociedade Israeli — inicialmente por meio dos Stalags e da literatura de Ka. Tzetnik, e posteriormente pela exploração cinematográfica.”

Um ensaio de Jacques Fux sobre a fantasia pela Shoah, uma direção distinta e ainda pouco explorada.

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