A Nova História do Capitalismo: do algodão ao Black Lives Matter

“O capitalismo contemporâneo, tecnológico, industrial, financeiro e globalizado é incompatível com a escravidão ou, ao contrário, não só é compatível como foi forjado sobre o sangue dos escravos?” Para Vinícius Müller, a obra de Edward Baptist ajuda a revelar a metade que nunca foi contada.

Para além dos confortos do ativismo e do viés de confirmação, mas também para além das limitações e amarras de um tipo ideal ortodoxo, enfrentar as questões levantadas pelos autores da Nova História do Capitalismo pode ser uma tarefa de dimensão moral.

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A mística e o glamour do Prêmio Nobel

“Obviamente que a sociologia da ciência engloba todas as áreas e circunstâncias da atividade científica, mas o que pretendo neste ensaio é circunscrevê-la ao contexto em cujo centro repousa o Prêmio Nobel de Física. E para melhor apreciar os ensaios específicos que virão na sequência, convém que uma abordagem geral do assunto seja feita para a definição do contexto no qual os futuros ensaios estarão inseridos.” Para o início de uma abordagem sobre os laureados com o Nobel de Física, uma introdução do Prof. Carlos Alberto dos Santos sobre a mística e o glamour do Prêmio Nobel.

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Quando o Rei Soldado encontrou o Soldado da Lei: O Estado de Direito e os 100 anos da visita dos reis belgas ao Brasil

De quando o Rei Soldado encontrou o Soldado da Lei: um ensaio de Georges Martyn e Marcílio França sobre o Estado de Direito e os 100 anos da visita dos reis belgas ao Brasil.

“A visita dos reis belgas ao Brasil foi um estrondoso sucesso, em distintas direções. No plano pragmático imediato, consolidou as relações político-econômicas com a Bélgica; numa dimensão mediata, consolidou a inserção internacional do Brasil no teatro das relações internacionais . . . Pelo resto de suas vidas, o Rei Soldado e o Soldado da Lei guardaram as melhores recordações daqueles dias na jovem república brasileira.”

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O fascismo para além das dualidades no pensamento de Renzo De Felice

A partir da obra de Renzo De Felice, Vinícius Müller argumenta que a perspectiva “que obriga que qualquer interpretação sobre o fenômeno histórico do fascismo seja limitada pela cronologia” não é apenas “evitável”, como também “perde a sutileza de procurar tanto antes quanto depois o desenvolvimento e a sobrevivência de elementos da matriz fascista”. “A questão não está na impossibilidade de eles existirem antes ou continuarem existindo depois, e, sim, na sabedoria de que não podemos permitir, nunca mais, que eles tenham um contexto favorável às combinações que possam potencializá-los.” Uma publicação do Estado da Arte em parceria com o projeto Bolsonarismo: O Novo Fascismo Brasileiro, do Labô/PUC-SP.

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Monumentos: história e memória são diferentes, mas o anacronismo é o mesmo

“O que significa um monumento histórico? Ele representa fielmente um personagem, fato ou momento? Quais as possibilidades e margens de interpretação?” Para Caio Vioto, estas são perguntas importantes, “mas que parecem preocupar pouco aqueles que propõem sua derrubada e se apressam em julgar o passado.” Para Caio, “qualquer um que estuda ou pensa a história de maneira séria e científica sabe que o maior ‘pecado’ do historiador é o anacronismo.”

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O que fazer com as estátuas da época colonial?

“Destruíram-se estátuas de Lênin — mas a subversão mais sutil e eficaz está no deboche corrosivo dos grafiteiros que transformaram os operários e camponeses robustos nos velhos monumentos comunistas das praças de Sófia, na Bulgária, em super-heróis de quadrinhos, com tinta e spray. Churchill daria um belo Pinguim.” O que fazer com as estátuas da época colonial? Para Rodrigo de Lemos, que elas prestem testemunho àquilo que escolhermos.

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