Eduardo Wolf: A Nova Direita
Entrevista com o filósofo e editor do Estado da Arte - Estadão, Eduardo Wolf ao programa Quem Somos Nós.
Entrevista com o filósofo e editor do Estado da Arte - Estadão, Eduardo Wolf ao programa Quem Somos Nós.
Na estreia da coluna 'Wolfianas', o filósofo Eduardo Wolf reflete sobre o significado da recorrência de padrões ditatoriais e violentos na política e questiona: existe progresso em ética e política?

Se é verdade que, como apresentei no texto passado, as ciências naturais conheceram um boom inaudito nos últimos dois séculos, não é menos verdade que a própria filosofia passou por profundas modificações. Para o que me interessa aqui, a mais saliente delas talvez tenha sido a paulatina aproximação com aquelas ciências naturais de uma forma porventura sem precedentes em sua história.

O paciente é uma parte especialmente vulnerável em sua relação com o médico. Ademais, o médico que explora o paciente, prescrevendo um tratamento em benefício próprio e em detrimento do bem-estar do paciente, transgride, da forma mais radical possível, os deveres de uma profissão que envolve muito mais do que a simples prestação de um serviço.
“Desobediência Civil” pode ser visto como a apoteose de uma ideia simples e potencialmente revolucionária da tradição contratualista, a saber, que nosso pertencimento na comunidade política não é um dado natural e sim o resultado de um consentimento.

Estariam as nossas perspectivas intelectuais contemporâneas tão longe assim de uma antropologia filosófica?
“Tratar a teoria jurídica como um ramo da filosofia política, a ser desenvolvido em departamentos de filosofia e de política, assim como em escolas de direito, aprofundaria ambas as disciplinas."
Os mitos entram como uma espécie de chave da vida individual. A "jornada do herói", cujo apelo seria comprovado por ter estado no fulcro de pequenas tribos e grandes civilizações, permaneceria viva, hoje, como uma possibilidade que cada pessoa poderia realizar sozinha.

A hermenêutica da antipatia é a disposição de pressupor a pior interpretação possível de quaisquer textos de nossos desafetos, estejam eles vivos ou mortos.