Literatura

Rogai por nós, Philip Roth

Para o título do seu romance derradeiro, Philip Roth escolheu o nome da deusa grega da vingança e da justiça distributiva. Nada mais preciso. Quando estamos diante de uma epidemia, o destino de Bucky Cantor mostra que é inútil indignar-se contra Deus. O jornalista Elton Frederick escreve sobre Nemêsis (e nosso tempo).

Quando a mera anarquia avança sobre o mundo

Não se pode evitar a ironia de pensar que a ânsia de acessar o sobrenatural, a índole favorável ao pacifismo e a pretensão de cultivar um espiritualismo transcendente não imunizavam nem um grande artista como Yeats de se contaminar com as armadilhas da política. O artista nem sempre está em companhia do gênio.

O museu de escuros

A ficção, e olharemos especificamente para a ficção contemporânea, não é feita de metáforas, por mais que pareça que sim. Ela é feita de visão, do que Ruth Webb chama de “fazer ver com seu olho mental”.

A tenacidade de um coração que pulsa

"Um dos aspectos que caracteriza a grande literatura, ensina Ezra Pound, é uma linguagem 'carregada de significado até o máximo grau possível'. Elemento de sobra no A Mercadoria Mais Preciosa: Uma Fábula, do escritor e roteirista Jean-Claude Grumberg."

Sobre um grande escritor

Sergius Gonzaga fala sobre Rubem Fonseca, o profeta do horror que nos aguardava; um daqueles poucos artistas que conseguiu condensar esteticamente a atitude dramática de seu tempo.

A Peste no De rerum natura (6.1138-286) de Lucrécio – Parte II

Damos continuidade à tradução e ao comentário do trecho sobre a peste no DRN de Lucrécio, série iniciada no mês passado aqui no Estado da Arte. Nos novos trechos apresentados, o poeta continua a descrever em detalhe os efeitos causados pela peste nos homens. Nossos comentários dão especial atenção aos recursos poéticos utilizados por Lucrécio para trazer uma vívida imagem da peste.

O museu de palavras

Não vou entrar no mérito do Instagram, das selfies, do nosso desejo permanente de construir uma imagem e uma imagem das nossas experiências para o Outro. Meu foco é o museu. E imaginar reações alheias diante dos livros O Museu da Inocência, de Orhan Pamuk, e O Museu do Silêncio, de Yoko Ogawa.