Rubem Fonseca: memória e esquecimento
Rubem Fonseca, em "José": “[S]e alguma coisa foi esquecida, ele se esforçou para que nada fosse inventado”.
Rubem Fonseca, em "José": “[S]e alguma coisa foi esquecida, ele se esforçou para que nada fosse inventado”.
Vamos apresentar em pequenas partes o relato da peste que acometeu Atenas em 430 a.C., relato situado no fim do DRN – referido apenas assim daqui em diante –, que contrasta com o célebre início em que Lucrécio faz o chamado (e controverso) hino a Vênus (cf. 1.1-43). O episódio que conclui o poema (6.1138-286) será dividido em breves trechos – não há outros critérios para as separações – para que possamos comentar com algum detalhe e daí perceber a poética lucreciana. A tradução não é em verso, mas acompanha o original verso a verso.
Só é possível pensarmos em passagens de épocas e mudanças da História quando nosso incômodo com a realidade concreta é suficiente para questionarmos nossos valores e projeções mais abstratos. Só é bom entendedor quem entende o que veio antes.
Agora percebemos que durante as pandemias a verdade e a ficção tornam-se um pouco nebulosas.
"Uma geração de inválidos da História". Liérmontov, lido e traduzido, por Pedro Augusto Pinto.
Ao contrário do que mais de um já sugeriu, Coriolano não é uma lição a respeito do poder irresistível da nação (Roma) sobre o indivíduo; a peça, na verdade, chama atenção para os limites do “sentimento” de nacionalidade, o tal “pertencimento” que muitos julgam inseparável de nossa condição de homens civilizados.

por Hugo Langone I Sabemos: ao fim de dezembro jaz o céu rasgado. Atravessou-o há um pouco um Deus, a alegria de Deus cindiu-o. Homens, o sorriso divino não se conteve na noite, os anjos vieram de arrasto: o júbilo…
As duas décadas da Era de Elizabeth representaram o esgotamento de uma tendência poética, na mesma medida em que se expandia um campo literário que atingiria plena maturidade cerca de 50 anos depois. Com efeito, é o momento em que…
É difícil dizer se hoje, em 2019, habitamos dentro ou fora das cavernas, se conseguimos vislumbrar algum resquício de luz. Sabemos, entretanto, que só cabe falar de luz se houver a possibilidade da escuridão e que, às vezes, falar de sombras é uma maneira de aludir às luzes.