Literatura

A Peste no De rerum natura (6.1138-286) de Lucrécio – Parte I

Vamos apresentar em pequenas partes o relato da peste que acometeu Atenas em 430 a.C., relato situado no fim do DRN – referido apenas assim daqui em diante –, que contrasta com o célebre início em que Lucrécio faz o chamado (e controverso) hino a Vênus (cf. 1.1-43). O episódio que conclui o poema (6.1138-286) será dividido em breves trechos – não há outros critérios para as separações – para que possamos comentar com algum detalhe e daí perceber a poética lucreciana. A tradução não é em verso, mas acompanha o original verso a verso.

Coriolano e o patriotismo

Ao contrário do que mais de um já sugeriu, Coriolano não é uma lição a respeito do poder irresistível da nação (Roma) sobre o indivíduo; a peça, na verdade, chama atenção para os limites do “sentimento” de nacionalidade, o tal “pertencimento” que muitos julgam inseparável de nossa condição de homens civilizados.

Luzes e sombras em Milton Hatoum

É difícil dizer se hoje, em 2019, habitamos dentro ou fora das cavernas, se conseguimos vislumbrar algum resquício de luz. Sabemos, entretanto, que só cabe falar de luz se houver a possibilidade da escuridão e que, às vezes, falar de sombras é uma maneira de aludir às luzes.