
Poesia em Casa – Sete tipos de pretensões (parte 2)
Dando sequência à lista de pretensões perigosas para a poesia, iniciada aqui na semana passada, hoje trato do terceiro tipo, a crença de que a forma pode ter um valor em si mesma.

Dando sequência à lista de pretensões perigosas para a poesia, iniciada aqui na semana passada, hoje trato do terceiro tipo, a crença de que a forma pode ter um valor em si mesma.

Uma arte que imita; uma arte que ensina; uma arte que educa; eis a tripla recusa da estética de Baudelaire. Em seu lugar, ele erige a sugestão como princípio da verdadeira arte. Afinal, como o mundo criado reservadamente pelo artista iria manifestar-se se não por sinais, por brechas que deixam apenas adivinhar a coesão do todo invisível para além do muro?
Muitos de nossos autores estão morrendo tão precocemente estando infelizmente ainda vivos – convoco o linguista para decidir onde inserir o advérbio. Não se morre ainda vivo.

Bruno Tolentino, poeta e ensaísta ocasional, faleceu há dez anos e poucos dias. O que ele escreveu sobre Oswald, as ideias que desenvolveu sobre o modernismo de 1922, traziam um misto de perspicácia e ingenuidade.
A coluna de hoje, a ser continuada nas próximas semanas, apresenta sete tipos de pretensão poética que, se não alcançam a página, tornam-se a destruição da própria poesia.

Quando se fala no uso da palavra como invocação guerreira, impossível não lembrar aquela cena de Shakespeare, em que o jovem Henrique V incita as tropas inglesas à camaradagem heroica, antes da batalha de Agincourt.

A literatura, de certo modo, é uma espécie de profilaxia contra as tentações totalitárias na medida em que sua linguagem é refratária ao fundamentalismo das ideologias.

Pedro Gonzaga traduz dois poemas do barcelonense Jaime Gil de Biedma.
Dois contos clássicos do século XX, um de J. D. Salinger e outro de Vladimir Nabokov, servem de base para análise de Blumenthal para o desfecho da última temporada da série Better Call Saul.