História

O que fazer com as estátuas da época colonial?

"Destruíram-se estátuas de Lênin — mas a subversão mais sutil e eficaz está no deboche corrosivo dos grafiteiros que transformaram os operários e camponeses robustos nos velhos monumentos comunistas das praças de Sófia, na Bulgária, em super-heróis de quadrinhos, com tinta e spray. Churchill daria um belo Pinguim." O que fazer com as estátuas da época colonial? Para Rodrigo de Lemos, que elas prestem testemunho àquilo que escolhermos.

Estado da Arte/Nexus Instituut: Uma conversa com Rob Riemen

Inaugurando a parceria institucional celebrada entre o Estado da Arte e o Nexus Instituut, uma conversa com Rob Riemen. sobre cultura, sobre educação moral, sobre a tradição humanista na Europa; sobre Thomas Mann e Albert Camus, sobre nosso tempo, sobre o fascismo, sobre o fascismo em nosso tempo, sobre os livros que Rob Riemen recomenda para que possamos fazer sentido disso tudo.

Política, história e repetição

"O calor político e a preocupação com o cotidiano podem fazer com que se busque na história algum tipo de explicação, talvez até como um conforto psicológico; no entanto, isso pode levar a equívocos e superficialidades."

Por uma interpretação do Brasil (Parte 3)

Se os chauvinismos e jingoísmos vários são caracterizados pelo reprovável hábito de elencar-se um costume nacional e considerá-lo como virtude exclusiva, há, por outro lado, a atitude também equivocada de “nacionalizar-se” os vícios comuns a todos os homens.

Marcel Grossmann, amigo e protetor de Einstein

Se o leitor não é um estudioso da teoria da relatividade geral ou da cosmologia, provavelmente jamais ouviu falar em Marcel Grossmann, que teve participação fundamental em três momentos decisivos na vida de Einstein. Não seria exagero considerá-lo amigo e protetor do grande cientista alemão.

A música de Chopin e o poder da revolução

Somente a compreensão da simbiose de criatividade e mistério revela o poder – tão oculto quanto significativo – que provém da música, notadamente aquela universal e atemporal, que teve no Silfo mestre do piano – Chopin – o seu mais digno e expressivo representante.

A República em saltos (Parte II)

Diferentemente da ruptura que se deu 1930, a caminhada na qual damos passos largos aponta para a ruptura, sob a liderança do que aparenta ser o menos preparado, de um modelo que, não obstante suas falhas, nos legou aquilo que temos receio de perder.