Júlio César e o nevoeiro da história
Tivesse César sobrevivido, teria ele se tornado de fato César, o personagem mítico cuja morte ainda recordamos hoje como um dos eventos cruciais da História?
Tivesse César sobrevivido, teria ele se tornado de fato César, o personagem mítico cuja morte ainda recordamos hoje como um dos eventos cruciais da História?
Os ensaios de Montaigne anunciam não apenas a época do indivíduo, mas o regime da palavra livre e da discussão de tudo por muitos.
A noção cartesiana de estar no mundo e as discussões acerca do cérebro quebraram paradigmas com cujos estilhaços ainda não estamos bem certos do que fazer.
De todas as produções artísticas humanas, a poesia é a que mais se parece com a capacidade múltipla de nossa consciência.
A literatura é uma das instâncias que refaz ou constrói uma ponte entre o processo temporal e a individualidade humana.
O trabalho do poeta é encontrar na fração o todo, no detalhe uma fonte infinita de amplificação.
Príamo oferece a Aquiles um resgate pelo corpo de Heitor.
Lancei ontem, em Porto Alegre, meu terceiro livro de poesia, Em outros tantos quartos da Terra. O anterior, Falso começo, publicado em 2013, já leva quase quatro anos de distância, o que pode dar uma ideia aos leitores da quantidade de material bruto que eu tinha para selecionar.
Existem sentenças que, por mais citadas e desgastadas, ainda preservam certa potência profética, como as lendárias sementes dos túmulos dos faraós, dentro das quais a vitalidade aguarda resignadamente seu florescimento.