Cobertura dos X Encontros Cinematográficos no Fundão

“O Fundão é uma cidade de menos de 9 mil habitantes, a duas horas e meia de carro ao nordeste de Lisboa, em um vale encrustado entre a Serra da Estrela ― o ponto mais alto de Portugal ― e a Serra da Gardunha ― repleta de cerejeiras, principal produto da região, chamada, inclusive, de “petróleo vermelho”. […] Nessa pequena cidade acontecem anualmente os Encontros Cinematográficos, festival de cinema que está na sua décima edição.” Entre os convidados deste ano, estiveram nomes como Pedro Costa, José Oliveira, Marta Ramos e Manuel Mozos. Giovanni Comodo, o nosso novo colaborador, acompanhou de perto todos os encontros e nos conta como foi cada um deles.

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Tributo a Sir Sean Connery (1930-2020)

Mais do que um dos grandes ícones de masculinidade da segunda metade do século XX, Sean Connery foi um grande ator e uma personalidade fascinante. A cada filme ― de tipos muito elegantes a policiais truculentos ― o carisma do ator, seu talento, sua generosidade e sua simpatia fizeram dele um exemplo. Jeffis Carvalho e Miguel Forlin, editores de cinema do Estado da Arte, falam dessa dimensão do ator que faleceu no último dia 31, aos 90 anos.

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Tenet – O esgotamento do tempo

“Muitas vezes considerado uma personalidade distinta e especial no deserto de ideias e talentos que é a Hollywood de hoje, Nolan juntou-se à mediocridade geral com seu filme atual.” A crítica de Miguel Forlin a Tenet (2020), de Christopher Nolan, para quem falta “a sensualidade formal dos surrealistas ou o estofo de um Tarkovsky para que a jornada por diferentes tempos se sustente para além do sentido, além da razão investigativa.”

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O naufrágio dos fotogramas e o manto de plumas dos Mundurukus

“No Brasil, tão deficiente de sua memória, forçoso é despertar.”

Em tempos de esquecimento obrigatório imposto à Cinemateca, uma tragédia cultural tão grande exige coragem proporcional para enfrentá-lo. Com exclusividade ao Estado da Arte, com a devida grandeza, o cineasta Júlio Bressane insiste na memória, na preservação de nosso patrimônio — contra a corrente de nosso naufrágio.

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Sérgio Sá Leitão e Miguel Forlin: um bate-papo sobre a 1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo

De 01 a 30 de setembro, na plataforma Cultura em Casa, acontece a 1ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Secretaria de Relações Internacionais. Durante um mês, o público pode assistir, gratuitamente e sem sair de casa, a produções dos mais diversos países e gêneros. Na última sexta-feira, Sérgio Sá Leitão, Secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, e Miguel Forlin, coeditor de Cinema do Estado da Arte, conversaram sobre esse projeto. No bate-papo, gravado para o podcast do Governo do Estado de São Paulo, foram abordadas as principais características do evento e a sua importância em tempos de pandemia. Confira a conversa e todos os devidos links no post.

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FOCO: Morrer e viver em Las Vegas – Showgirls, de Paul Verhoeven

“Na estrada para Las Vegas, até o homem que dá carona tem o penteado de Elvis Presley. Será inevitável aos que pisam na cidade acabarem assumindo seus traços, tornando-se parecidos com ela? Em Showgirls (1995), testemunhamos tal processo de metamorfose acontecer com a protagonista. Desprovida de quaisquer raízes, sem amigos nem família, sempre evasiva quando lhe perguntam de onde vem, a aspirante a dançarina Nomi Malone aterrissa em Las Vegas como uma tela em branco à espera de ser utilizada.”

Por Matheus Cartaxo, um ensaio sobre Showgirls, de Paul Verhoeven — sobre morrer e viver em Las Vegas. Uma parceria com a FOCO – Revista de Cinema.

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Viagem a Tóquio: uma leitura heideggeriana de Encontros e Desencontros

“A bem da verdade, a viagem que Bob e Charlotte empreendem à capital japonesa pode, ela mesma, ser interpretada como uma metáfora dramática do que acontece quando nos desviamos da decadência do cotidiano, de um modo de ser inautêntico: quando estamos angustiados, vamos para Tóquio — aquele lugar diametralmente oposto ao que vivemos e onde somos, em que nada é familiar e no qual a palavra não é útil.” Um ensaio de Juliana Fonseca Pontes sobre Encontros e Desencontros.

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