Sobre teias assim: estética literária na literatura negro-africana

Se pensarmos em um legado literário como uma teia, por que a vemos não como uma trama, mas como tediosos pares de opostos? A oposição entre cultura ocidental (ou europeia, for that matter) e cultura africana é empobrecedora na esfera da estética. É o que sugere Adriano Migliavacca, em notas sobre a estética literária na literatura negro-africana.

“Quem crê que a África nada produziu de valioso para a civilização humana e quem crê que tudo que vem da Europa são mentiras colonialistas deveriam se educar minimamente sobre seus bichos-papões.”

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O racismo enquanto exercício de predicação

“A inferioridade negra foi uma mentira extremamente bem contada; elaborada para durar séculos. O sucesso dessa mentira garante que ela não se dissipará se a ignorarmos; ela não morrerá de inanição. Sua impugnação não ocorrerá senão com uma longa, consciente e ativa reformulação das ideias que temos não só sobre pessoas negras, mas também sobre pessoas brancas.” Um ensaio de Adriano Moraes Migliavacca sobre o racismo enquanto exercício de predicação.

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O Sentido Africano: Cultura e cultivo de si

O desentendimento das culturas africanas deu origem, entre algumas assim ditas “elites intelectuais” ocidentais, a comentários infames do tipo “Mas onde está o Shakespeare africano?”, “Nunca ouvi falar de um Tolstói zulu”. O fato é que qualquer um que tenha alguma familiaridade com bens culturais da África negra sabe que estes são tudo menos erupções meramente instintivas e espontâneas.

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A Memória Moldada no Barro

por Adriano Moraes Migliavacca

“A vida era a mistura de tudo e de todos, dos que foram, dos que estavam sendo e dos que viriam a ser”. O leitor talvez se pense diante de uma frase tomada de algum escrito do filósofo irlandês Edmund Burke. No entanto, a fonte dessas palavras está significativamente mais próxima de nós,

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