Abbas Kiarostami (1940-2016): Sem Destino

Em 2020, comemora-se o aniversário de 80 anos de Abbas Kiarostami. Para comemorá-lo, publicamos três ensaios magistrais escritos pelo crítico australiano Adrian Martin, que, gentilmente, autorizou a sua tradução e reprodução. Hoje, divulgamos o terceiro e último texto. “O que ele aprendeu a ver, a perceber, poderia, então, ser imortalizado, rapidamente e sem esforço, no enquadramento de uma foto ou na composição de um poema. Esse era o gesto que ele treinou para colocar em prática. Para Kiarostami, o tempo estético era uma questão de momentos capturados. E que momentos maravilhosos, espalhados pelo globo terrestre, ele nos legou!” (Tradução de Miguel Forlin.)

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A natureza de nossas divergências

“Sim, a injustiça é abominável, sim, a miséria é inaceitável, sim, a nossa educação é pavorosa, sim, a corrupção e a violência correm soltas, sim, precisamos de mais ciência e menos fígado. Mas cada um desses e quaisquer outros tópicos de polêmica nacional ou internacional podem ser enquadrados sob visões, valores, narrativas e metáforas distintas e incompatíveis. São em torno destas últimas, e não de razões, que as opiniões se aglutinam. E é por isso que pessoas que de outro modo nos parecerem perfeitamente razoáveis e ponderadas podem chegar a conclusões que nos parecem absurdas por meio de raciocínios impecáveis.” Um ensaio de Rogério P. Severo, sobre a natureza de nossas divergências — num tempo em que nos tornamos “todos perspectivistas, ainda que inconscientes”.

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Mentalizações e interações sociais comunicativas: representacionais?

“Uma das perguntas fundamentais da filosofia da linguagem é a de se o significado de frases que comunicamos socialmente e que vêm acompanhadas por mentalizações — processos mentais conscientes de primeira pessoa acerca de seus próprios estados mentais — são espécies de representações, e, se forem, que tipo de representações são. Seria tarefa do filósofo da linguagem descobrir evidências empíricas para os fenômenos semânticos? Ou será sua tarefa explicar o fenômeno do significado de palavras e frases, em princípio inescrutável por mera observação, inferindo de outros fenômenos, esses, sim, observáveis?” Leia o ensaio da Prof. Sofia Stein sobre Mentalizações e interações sociais comunicativas.

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O cinema de Joaquim Pedro – Parte 2 Macunaíma, que o Brasil engoliu

A primeira e, talvez, principal inventividade de Joaquim Pedro ao adaptar o livro, foi entender que o seu formato de rapsódia permitia-lhe desenvolver esquetes a partir de um tema central, com variações e abrindo a possibilidade narrativa de comentar de forma crítica o livro e a própria abordagem cinematográfica.

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